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Reflexões sobre relações públicas em tempos de pandemia

28 Outubro 2020 |by Fundacom | Comentários fechados em Reflexões sobre relações públicas em tempos de pandemia | Actualidad

Matías Szapiro, Gerente de Assuntos Públicos e Governamentais da ExxonMobil Exploration Argentina e especialista em Relações Corporativas e Institucionais, participou de um encontro organizado pela Fundacom na qual compartilhou sua experiência em gestão de Assuntos Públicos em organizações com relação à pandemia da Covid-19.

Nesse contexto, os diversos países do mundo estão enfrentando realidades distintas que dizem respeito à capacidade de relacionamento entre os âmbitos governamentais e o privado, entre outras questões. “Isso colocou não só novos desafios para as instituições públicas, mas também novas oportunidades que permitam traçar um novo cenário político, social e econômico, no qual as diversas organizações devem atuar”, disse Szapiro durante sua participação, na conversa com José Fernández-Alava, Diretor Geral da Fundacom.

REPUTAÇÃO, UM ASPECTO CHAVE DURANTE A CRISE

O especialista em Relações Corporativas também destacou como as crises afetam a reputação das organizações, devendo dar a devida importância a esta situação: “Não podemos perder de vista que a postura que adotamos nas organizações diante de situações de crise, principalmente no setor privado, vai impactar na reputação do setor que representamos, e essa reputação é o que constrói este caminho sustentável, hoje tão necessário, na interação com os nossos públicos de interesse”.

E acrescentou: “A reputação continua a ser um ativo intangível, que em cenários de crise se torna ainda mais importante do que nos de normalidade, porque a interpelação da sociedade diante da resposta do setor público, e também do setor privado, está claramente sendo colocada na mesa todos os dias. A interpelação e uma reputação positiva resultam em um cenário sustentável ao longo do tempo”.

Matías Szapiro também comentou que, devido à pandemia, os vínculos não podem ser construídos da mesma forma, por isso ofereceu uma série de orientações ou conselhos a serem seguidos para fazê-lo com eficiência: “Em primeiro lugar, a organização deve permanecer proativa e monitorar constantemente seus públicos de interesse. Além disso, deve gerar canais de diálogo e uma agenda específica. Para tudo isso, devemos trabalhar para construir uma licença social”.

O encontro terminou com uma reflexão sobre como a sociedade tem se transformado nos últimos tempos, empoderando-a com seu poder de decisão: “Sem dúvida, e independente da pandemia, temos uma sociedade mais exigente, capaz de incluir temas na agenda pública, por exemplo, nas redes sociais. A sociedade e o indivíduo têm um empoderamento muito maior do que antes. A pirâmide de influência foi invertida. O cidadão comum tem maior capacidade de desafiar o terceiro setor, a política e o setor privado”, concluiu Szapiro.

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Asodircom promove conferência virtual “Da comunicação à conexão”

28 Outubro 2020 |by Fundacom | Comentários fechados em Asodircom promove conferência virtual “Da comunicação à conexão” | Actualidad

Santo Domingo, República Dominicana. A Associação de Diretores de Comunicação da República Dominicana (ASODIRCOM) promoveu a conferência virtual ‘Da comunicação à conexão’, que esteve sob responsabilidade do consultor de comunicação Sergio Roitberg, fundador e CEO da empresa Newlink.

Em sua exposição, Roitberg destacou que na nova realidade que vivemos, caracterizada pela velocidade, transparência, colaboração e consciência social, não basta somente a comunicação para chegar ao público, mas que é necessário conectar com ele por meio de um propósito compartilhado.

“O propósito compartilhado é um ponto médio entre nosso interesse particular e o de nosso entorno. E se conectar com ele é fundamental. Por isso hoje, em matéria de comunicações, ironicamente, ‘conectar’ se tornou muito mais importante do que ‘comunicar’. Já não falamos de um ato em que um emissor ativo atua sobre um receptor passivo. Hoje ambas partes são iguais e para comunicar temos que conectar primeiro”, explicou Roitberg.

Acrescentou que é imprescindível estabelecer esta conexão a partir do que ele denominou “Pensamento Orbital”, no qual se entende o mundo como um campo em que todos nos movemos, de forma alternada, em alguma órbita, conectados por algum propósito compartilhado com diferentes atores.

“Se o propósito é suficientemente poderoso, tais atores se convertem quase em nossas almas gêmeas, com quem compartilhamos interesses, desejos e vontades”, pontuou.

Indicou que, pela hiper conectividade e o poder que o público adquiriu por meio das redes sociais, o propósito compartilhado não é opcional, sendo na verdade fundamental para dar às organizações a autenticidade, coerência e legitimidade que exigem pessoas e comunidades cada vez mais informadas e conscientes de seus direitos.

 

Mais sobre Sergio Roitberg:
Sergio Roitberg é consultor, fundador e CEO de Newlink. Começou sua vida profissional como jornalista na Argentina e logo se mudou para os Estados Unidos, onde teve uma longa carreira em diversos meios de comunicação.

Foi apresentador de telejornais, correspondente e produtor de canais internacionais de televisão. Além disso, foi agraciado com dois prêmios Emmy, para o qual foi indicado 5 vezes.

Em 1998, fundou Newlink e, em menos de 20 anos, a converteu em uma das principais consultorias de comunicação da América Latina, com escritórios na região, Estados Unidos e Europa.

Durante as últimas décadas, deu palestras sobre temas como a inovação nos negócios, a disrupção da tecnologia e quais estratégias que as empresas podem adotar para se adaptar às mudanças.

É autor do livro Expuestos, las reglas del nuevo mundo transparente, que é uma ponte imaginária que te leva a conhecer como participar neste novo mundo no qual as pessoas vivem, compram, se divertem, conversam e habitam de maneira diferente.

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Falar vem depois que escutar até no dicionário

28 Outubro 2020 |by Fundacom | Comentários fechados em Falar vem depois que escutar até no dicionário | Actualidad

Sempre me causou algum desconforto a fala ser sempre a protagonista no diálogo. “Porque não a escuta?” – eu pensava. Talvez me sentisse assim porque desde muito cedo, como filha e irmã de psicólogas, eu aprendi, organicamente, a escutar e ser escutada de forma respeitosa. Escutar com atenção, realmente ouvindo os ditos e não-ditos do outro.

Desde muito pequena, sempre fui aquela que todo mundo vinha contar um problema, pedir um conselho. Num bate papo com amigas, sempre escuto antes de falar, escuto mais do que falo. Numa reunião de trabalho, normalmente falo por último. Gosto de escutar. A fala do outro me traz curiosidade: a escolha das palavras, as emoções e intenções que vazam pela fala, a forma como a fala ressoa em mim. Tudo isso me move, me comove. Falo muito apenas quando sinto que não há escuta compreensiva, empática, verdadeira. Talvez numa tentativa – ilusória e exaustiva – de trazer o outro para perto.

Então, tudo isso – e mais um pouco – me impulsionou a construir a oficina de escuta este ano lá na Aberje. Ela se desenhou na minha mente e coração nos últimos tempos. E lançamos em meio à pandemia, momento em que senti que a escuta empática ganhou um lugar muito relevante nas relações do dia a dia: a partir da necessidade latente de escutar sem julgar, sem minimizar o sentimento e a dor do outro. Neste contexto, eu precisava dar a minha singela contribuição ao mundo, me colocar a serviço, de alguma forma.

Falo dessa frase na oficina, pois ela expressa absolutamente tudo o que penso e sinto sobre o ato de escutar: “Quando você escuta o outro, está dizendo para ele: eu tenho um lugar para você em mim” – trecho da publicação “O Palhaço e o Psicanalista” de Christian Dunker e Cláudio Thebas.

Nas oficinas, eu falo que a escuta empática pressupõe ouvir com presença. Esvaziar a mente e ouvir nosso interlocutor com todo nosso ser e alma. Isso é um tremendo desafio neste momento de distanciamento físico, onde a escuta, muitas vezes, se dá pelos meios digitais.

Mais desafiador que isso: vivemos num mundo que escuta o outro para responder com velocidade, rebater, retrucar. O tempo da reflexão, da assimilação, do processamento da fala do outro me parece algo secundário no diálogo. Na urgência, às vezes velada, de responder com rapidez, atropelamos o processo. E perdemos muito com isso.

Acho corajoso e digno, quando num diálogo, alguém assume não ter resposta imediata, ou não saber, ou simplesmente pedir um tempo para pensar. O imediato pode ser precipitado, pode sair torto, mal elaborado. E ele tem consequências. Lembra aquele lance do contar até 10 antes de responder? É isso. Escutar bem, antes de falar. Escutar para compreender e não para retrucar. E silenciar.

Nas oficinas, falo do anagrama em inglês que expressa a conexão entre silêncio e escuta (SILENT – LISTEN). O silêncio tem um lugar especial também na escuta. Como dizem nossos especialistas em escuta, Claudio e Christian, silêncio é o tempo necessário para que as emoções tenham espaço para reverberar e encontrar a ressonância comum entre quem fala e quem escuta.

Silenciar é preciso. E vem depois de escutar e depois de falar no dicionário.

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Comunicação Corporativa e a pandemia: o que funcionou, o que mudou e o que precisa mudar

28 Outubro 2020 |by Fundacom | Comentários fechados em Comunicação Corporativa e a pandemia: o que funcionou, o que mudou e o que precisa mudar | Actualidad

A segunda sessão do Fórum de Comunicação Corporativa, promovido pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) em parceria com o jornal Valor Econômico, foi realizada no dia 30 de setembro, em live transmitida pelo canal do Youtube da associação. A série de quatro eventos digitais tem por objetivo discutir o papel da comunicação e as novas estratégias de negócios em um mundo transformado pela pandemia.

 

Para discutir o tema “Comunicação Corporativa e a pandemia: o que funcionou, o que mudou e o que precisa mudar”, o fórum reuniu Fábio Toreta, superintendente de Comunicação da SabespJuliana Lopes, diretora de Sustentabilidade, Comunicação e Compliance da AmaggiLeandro Modé, superintendente de Comunicação Corporativa e Relações Governamentais do Itaú Unibanco; e Tonico Pereira, diretor de Comunicação e Sustentabilidade do Grupo CCR. A mediação ficou por conta de Fernão Silveira, diretor de Comunicação Corporativa e Sustentabilidade da Fiat Chrysler Automóveis (FCA) para a América Latina.

 

Ao abrir a sessão, Fernão Silveira frisou o fato de que os holofotes do mundo corporativo se viraram todos para a Comunicação com a pandemia. “As áreas de Comunicação tiveram um novo protagonismo em que tiveram que orientar os colaboradores ao trabalho remoto, dialogar com consumidores e fornecedores e comunicar ainda mais nossas ações de responsabilidade social e atuação cidadã, além de auxiliar outras áreas da empresa e muitas vezes até liderar os movimentos de transformação digital”.

 

 

Liderança se tornou mais próxima

A reinvenção neste mundo transformado pelos efeitos da pandemia, trouxe desafios que as empresas estão aprendendo a lidar cada uma a sua maneira, de acordo com o segmento de mercado. Na live, os comunicadores contaram, entre outras ações, como foi a mudança na relação com o líder, gestor de comunicação, diretorias e presidência.

Juliana Lopes, da Amaggi, contou que a relação com a alta liderança da empresa se tornou mais frequente do que já era, em termos de comunicação e estrutura de um gerenciamento de crise, envolve pessoas da alta liderança. “Foi um processo de adaptação relacionado a novas maneiras de se fazer contato com o colaborador e com o público externo. Através de ferramentas, tínhamos que passar segurança e tranquilidade para que recebessem as melhores informações disponíveis, diante da inundação de informações que havia logo no início da pandemia”

Logo no início da crise, as principais orientações das autoridades sanitárias à população foram para lavar as mãos e ficar em casa. Duas atitudes que envolvem diretamente o trabalho da Sabesp. Entendemos a importância que o nosso serviço têm diante desse cenário. Fazer com que as pessoas tenham segurança de que o serviço de saneamento iria continuar de maneira regular”, disse Fábio Toreta, da Sabesp.

 

O executivo conta que a primeira decisão da diretoria foi ter uma comunicação estreita com os funcionários da empresa. “Sempre nos fazemos presentes aos nossos stakeholders, tanto na comunicação com os colaboradores quanto servindo à sociedade, atendendo as secretarias de saúde e colaborando com a higienização”, comentou. “Cerca de 3,5 milhões de pessoas vivem em áreas irregulares. Lavar as mãos e ficar em casa é algo muito complexo para elas. A lição que fica é a importância do saneamento e o quanto temos que olhar para esses problemas crônicos da nossa sociedade”, enfatizou.

 

Leandro Modé, do Itaú Unibanco, reconhece que a comunicação tem tido um papel bastante relevante neste momento. “Estamos diante de uma crise secular, a mais grave em 100 anos. Além da competência natural das áreas de comunicação de gestão de crise, os CEOs também tiveram que assumir o seu papel de liderança. A comunicação para dentro da companhia e para a sociedade”, analisa. “Todos estamos inseguros. nesse momento, é preciso que os líderes apareçam”, complementou.

 

Comunicação: fundamental com todos os stakeholders 

A taxa de isolamento social chegou a ultrapassar 50% em alguns centros urbanos, especialmente no começo da pandemia, impactando o sistema de transporte. Ao representar, neste fórum, o setor de infraestrutura urbana e de transportes, Tonico Pereira, do Grupo CCR, contou como foi a comunicação com os stakeholders da companhia, levando em consideração esses desafios trazidos pela crise. “A comunicação é quase uma mágica que une todas as pontas, une as pontas das nossas lideranças, une aquilo que o público interno e o externo anseiam e precisam”, acentuou.

 

Pereira explicou que, como uma atividade essencial – atuando tanto em rodovias, como em mobilidade urbana e aeroportos -, dos mais de 15 mil colaboradores da companhia, 13 mil continuaram na rua, com cuidados redobrados. “Para nós, segurança não é um adjetivo, é um valor. Assim como são valores a diversidade, a sustentabilidade e a operação responsável no dia a dia. Então, como redobrar a sanitização? Como permitir que as cargas e pessoas cheguem aos lugares? Lidamos, em média, com dois milhões de pessoas por dia… Como oferecer distanciamento social? Como permitir que não haja aglomeração nas horas de rush? Temos que comunicar e falar sobre atitude, cidadania e responsabilidade. Não tem sido fácil e não será fácil. Mas estamos vencendo”, frisou.

 

Representando um setor vital para a economia do Brasil e para o funcionamento do país, Juliana comentou os reflexos no agronegócio ao enfrentar desafios extras de ‘uma crise dentro da crise’, em relação às discussões de preservação ambiental do país. “Um dos grandes pontos que nos demos conta durante a crise é que não era apenas uma questão de logística, de entrega de produto, mas de alimentação mundial. Uma responsabilidade enorme nas mãos de garantir o fornecimento de alimentação tanto para o mercado interno quanto para o externo. No início da pandemia, havia uma preocupação na Europa e na Ásia com a garantia da regularidade de fornecimento. Ao olharmos para esse cenário, vemos a eficiência do Brasil de uma forma espetacular, que conseguiu entregar todos os produtos, mantendo a qualidade e a segurança alimentar de forma que a crise sanitária não se transformasse também em uma crise alimentar”, pontuou.

 

O desafio da infodemia 

As notícias falsas, e principalmente as referentes à Covid-19, vem concorrendo lado a lado em termos de propagação desde o início da pandemia, através do compartilhamento de conteúdos falsos e sem verificação. O desafio de lidar com as fake news e posicionamentos de discursos, acaba afetando o trabalho dos profissionais de Comunicação. Foi o que ficou claro durante o fórum.

 

“Ficamos muito atentos logo no início em relação aos procedimentos a serem adotados. A comunicação ficou atenta tentando encontrar um caminho para estabelecer uma relação de confiança como nosso colaborador. Temos sido bastante presentes e ativos em relação a informações que surgiam com essa infodemia”, comentou Toreta. “Confiamos nas decisões das autoridades”, disse.

 

Nesse sentido, Pereira enfatizou que o mundo precisa reaprender o debate e aprender a não ser imediatista. “As redes sociais têm feito um grande mal depois do grande bem que fizeram. Estão permitindo que a imbecilidade se propague, e isso precisa ser combatido com informação, checagem e serenidade. Nossa grande questão é o bom senso, a temperança. A comunicação é um ativo valiosíssimo, mas tem que ter sinergia e bom senso, esse bom senso deve ser proativo e não reativo. Essa é a grande dificuldade”, argumentou.

 

O amadurecimento da mídia

O fórum também abriu espaço para a discussão dos participantes sobre o comportamento da mídia em relação à divulgação das marcas ao longo desses meses diante de inúmeras ações sociais, feitas em conjunto pelas organizações.

O Todos pela Saúde, iniciativa lançada em abril pelo Itaú Unibanco – que até o momento arrecadou R$ 1,3 bilhão para ações sociais -, é um exemplo que vem mostrando como o empresariado brasileiro se comporta com a questão da filantropia. “Aquele posicionamento histórico da mídia tradicional brasileira de pouco retratar as marcas corporativas nesse tipo de contexto precisava ser superado. E esse entendimento foi disruptivo nos meios de comunicação, as empresas jornalísticas passaram a tratar de maneira natural os nomes, as marcas corporativas num contexto de doação e colaboração para o país e para com a sociedade”, analisou Modé.

 

“O ponto fundamental dessa crise é o entendimento daquilo que estamos vivendo. Quando temos entendimento do que estamos vivendo tomamos as decisões corretas e quando tomamos as decisões corretas, é preciso comunicar essas decisões e nisso temos as nossas batalhas do dia a dia como foi, por exemplo, o convencimento da mídia tradicional a tratar a marca com naturalidade”, complementou o executivo.

Na visão de Juliana, a maior preocupação da mídia no começo da pandemia era saber se o setor privado estava preparado para continuar suas operações diante de um cenário inusitado. “Depois de um tempo, a questão era sobre a cidadania corporativa. O processo disruptivo foi grande, conseguimos juntar empresas que eram concorrentes para ações junto à comunidade, para o assistencialismo, quebrar paradigmas, ver o que a sociedade precisava, mobilizando empresas e instituições sociais, através de campanhas. Tivemos apoio de meios de comunicação que não imaginávamos. Temos que ser mais presentes dentro dessas discussões em termos de cidadania”.

 

“A imprensa cumpre um papel importante para nós. Sempre tivemos uma relação muito próxima com a imprensa. Ao longo dos anos, aprimoramos a transparência das informações, promovendo encontros mais qualificados com a imprensa, falando sobre questões complexas. Percebo o interesse do jornalista de entender essas questões e assim estreitamos essa relação, a partir de informações mais precisas”, comentou Toreta.

 

Para Pereira, não existe nada sem o fortalecimento da imprensa. “No nosso caso, procuramos apoiar investimentos na imprensa. É preciso apoiar a mídia do rádio, da TV e a mídia digital, mas precisamos apoiar o jornalismo de verdade que tem diversidade. Para que a sociedade tenha mais oportunidade, ela começa e termina na imprensa”, lançou. “Eu não tenho dúvidas de que a imprensa se fortaleceu em meio a essa crise. Estamos vivendo um momento diferente”, completou Modé.

 

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O papel da comunicação diante da COVID-19

28 Outubro 2020 |by Fundacom | Comentários fechados em O papel da comunicação diante da COVID-19 | Actualidad

A comunicação corporativa desempenhou um papel fundamental na crise da COVID-19. As empresas e instituições optaram por estabelecer diferentes planos e protocolos de comunicação, tanto internos como externos, para acompanhar todos os públicos e stakeholders nos momentos mais incertos da primeira onda da pandemia.

Nunca antes as empresas tiveram que enfrentar uma situação similar. Os diretores/as de Comunicação e a equipe responsável tiveram que gerir diferentes protocolos em tempo real, antecipando os cenários possíveis que poderiam ocorrer e respondendo a todas as partes envolvidas, com mensagens de compromisso, confiança e empatia.

A Associação de Diretores de Comunicação, Dircom, compilou neste artigo algumas das entrevistas realizadas pela Associação com profissionais de diversas áreas.

 

  1. Paola Castañeda, Director of Communication & Sustainability de Cerealto Siro

“A comunicação em geral, mas sobretudo a comunicação interna, desempenhou um papel crucial durante esta crise de duas formas: na gestão emocional dos colaboradores e na gestão de novas formas de trabalhar. Esta crise significou uma nova realidade sem precedentes em que o medo, a confusão e a desconfiança na sociedade estiveram muito presentes e, nesse sentido, foi imprescindível realizar iniciativas de comunicação interna que nos permitissem ajudar a mitigar essas emoções em nossos colaboradores, fazendo-os sentir que tínhamos a situação sob controle, que estavam em espaços seguros etc. Ao mesmo tempo, realizamos iniciativas para manter sua motivação. E, claro, o retorno de esforço e comprometimento dos colaboradores foi exemplar.

Por outro lado, todas as empresas viram-se obrigadas a implementar novas formas de trabalhar, para o que foi necessário orientar as equipes em como fortalecer sua liderança, manter a cultura de reconhecimento, proximidade com as equipes e alinhamento com os objetivos do negócio, trabalhando desde casa.

A estratégia como tal nas redes sociais não mudou, embora logicamente novos conteúdos tenham sido incorporados na luta contra a Covid-19. E, claro, aproveitamos este canal para destacar todas as ações que temos implementado neste contexto”.

Veja a entrevista completa.

 

  1. María Umbert, Corporate Communications Senior Director de Meliá Hotels International

“Desde o momento em que tomamos as primeiras medidas emergenciais, decidimos acompanhar toda a nossa estratégia com um Plano de Comunicação externa e interna, intuindo que a comunicação com os nossos públicos seria mais importante do que nunca, tanto em termos de reputação, como em termos puramente operacionais. Relativamente à comunicação externa, a primeira decisão foi alinhar a gestão de conteúdos e a estratégia de todos os canais do grupo, criando um grupo de trabalho transversal às equipes corporativa, de marca e marketing, assim como de redes sociais corporativas e de marca. A redução de custos obrigou também a eliminar integralmente os serviços externos e a publicidade e, em vez disso, multiplicar as sinergias e o esforço das equipes “in-house”.

Por meio da comunicação, ajudamos nossos funcionários a se comunicarem de casa, treinamos e os mantivemos motivados e comprometidos, ajudamos no processo de fechamento de hotéis e no processo de reabertura em curso, apoiamos nossos parceiros de reservas para administrar a confusão de clientes e, por vezes, a sua insatisfação com a situação, e os da área Financeira para gerar confiança num mercado cheio de incertezas, e também temos dado voz às empresas do setor perante a Administração.

Como membro do Comitê de Crise, eu mesma como dircom fui responsável por transferir as prioridades e estratégia da empresa durante a crise para a estratégia de comunicação do Grupo, marcando as linhas principais, riscos e limites existentes, e também gerindo uma comunicação ativa pelo Vice-Presidente e CEO da Meliá, Gabriel Escarrer, que além de ser o líder do primeiro grupo hoteleiro é atualmente Presidente do principal “Lobby” turístico de nosso país, a Exceltur, o que o tornou um interlocutor preferencial e porta-voz autorizado do setor de turismo perante o mídia nacional e internacional.

No que diz respeito à comunicação interna, entendemos que, com mais de 40.000 colaboradores confinados em seus domicílios, muitos em situação de suspensão total ou parcial, tínhamos que manter os canais de comunicação da empresa abertos e mais ativos do que nunca, transmitindo informações atualizadas, apoiando o seu compromisso e orgulho de pertencer, e o reforço da formação online, especialmente das suas competências digitais. Os resultados foram extraordinários, mantendo-nos no “top of mind” de nossos seguidores, como ilustram entre outros indicadores as mais de 350 ações de comunicação externa realizadas, 170 de comunicação interna, mais de 2.800 impactos na mídia e 800 mil interações nas Redes Sociais”.

Veja a entrevista completa.

 

  1. Natalia Berenguer, secretária geral da Danone para o sul da Europa

“Estruturamos nossa narrativa por meio de duas linhas de trabalho que tínhamos anteriormente: comunicação corporativa ou institucional e comunicação de marca de produto. Em ambos casos, porém, vigiando atentamente o tone of voice da linguagem que usamos para não cair no paternalismo. Por isso, trabalhamos com base em duas ideias-chave: a primeira, fazer um apelo para não sermos os únicos a ativar um programa de ação social, um call to action para que outras empresas também contribuam. E a segunda ideia, adaptar a comunicação das marcas de produtos à situação, para estar mais perto das pessoas que estão trancadas em casa. E, claro, não se trata de compartimentos estanques, mas o segundo é amplamente alimentado pelo primeiro.

Se você olhar bem, todas as campanhas são voltadas para “cuidar de você mesmo em casa”. No momento, não há lugar para comunicar mais nada. Há também uma parte de tentar reconhecer o trabalho das entidades sociais, porque sem elas tudo seria muito pior. Agora é hora de ajudar e divulgar os valores das pessoas e das empresas. Se não fizermos isso agora, quando faremos?”

Veja a entrevista completa.

 

  1. Álvaro Zamácola, Country Manager da BlaBlaCar

“Devido ao colapso da atividade por causa das restrições de mobilidade, a comunicação externa da BlaBlaCar teve como objetivo relembrar as medidas de segurança estabelecidas pelo Governo, bem como manter os usuários informados das diferentes taxas de desaceleração, que influenciavam sua amplitude de movimento. Prudência foi nossa máxima nesses momentos em que as informações disponíveis mudavam a cada minuto. Como empresa, comunicamos sempre que tínhamos algo a dizer, evitando que a mensagem se perdesse no meio da ebulição constante de novas notícias. O foco estava na comunicação interna. Desde o início de março, todos os funcionários trabalharam de casa e era muito importante para todos nós mantermos o contato. A comunicação interna foi uma constante que tem reforçado o trabalho de todas as equipes”.

Veja a entrevista completa.

 

  1. Lydia Loste, diretora de Comunicação da Fundación Telefónica

“Há quatro palavras que definem a forma de atuar na Fundação Telefónica: agilidade, colaboração, reflexão e criação. Esse é o ponto de vista do qual tentamos contar todas as ações. A Fundação estava pronta para continuar com sua atividade no digital e assim as transferimos imediatamente. Sob o conceito #NosVemosEnDigital, todos os nossos projetos de educação, empregabilidade e cultura seguiram virtualmente.

Logo em seguida, com a crise avançando, fizemos um plano de contingência para ser útil à sociedade. E a partir da comunicação, demos um nome a essa resposta: #SumaFuerzas. É um guarda-chuva comunicativo que expressa o trabalho em equipe, o único método para sair da situação extrema em que estávamos.

Sob essa iniciativa, agrupamos mais de 150 ações de resposta das nossas áreas de voluntariado, empregabilidade e educação, em conjunto com diversas organizações sociais e administrações públicas. Depois de oferecer esta ajuda prioritária, continuamos promovendo a recuperação da normalidade com todas as nossas atividades no eixo comunicativo #seguimosconectados, alinhados com as mensagens do Grupo Telefónica. E finalmente pensamos que era hora de refletir e lançamos o #RepensandoelMañana, uma série de conversas, online e gratuitas, de pensadores e especialistas de várias disciplinas que acreditamos contribuir para esclarecer o futuro que a pandemia nos deixa.”

Veja a entrevista completa.

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Lab de Comunicação para o Agronegócio debate sustentabilidade como diferencial competitivo no setor

31 Julho 2020 |by Fundacom | Comentários fechados em Lab de Comunicação para o Agronegócio debate sustentabilidade como diferencial competitivo no setor | Actualidad |

Por Aurora Ayres

Nas últimas semanas, empresários de diferentes setores e investidores têm demonstrado preocupação com o meio ambiente, pedindo abertamente o empenho do governo em uma agenda mais sustentável frente à atual conduta como estratégia de melhorar o cenário econômico pós-pandemia. Pensando justamente em como sustentabilidade pode ser um diferencial competitivo do agronegócio brasileiro, que a Aberje realizou na última segunda-feira (13) mais um encontro do Lab de Comunicação para o Agronegócio, que conta com o patrocínio da Amaggi.

“Por ser rico em biodiversidade, o Brasil precisa se unir para criar valor na ‘Floresta Viva’ e alinhar discurso para tomar a dianteira de uma nova agenda mundial”, comenta Nicholas Vital, mediador do encontro e curador do Lab de Agronegócio.

O webinar contou com a participação de André Guimarães, diretor executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), Bruna Lima, coordenadora de Comunicação Corporativa na Votorantim Cimentos, Caio Penido, comunicador, articulador do setor e produtor rural, Juliana de Lavor Lopes, diretora de Sustentabilidade, Comunicação e Compliance na Amaggi.

A maior potência ambiental do mundo

Uma das iniciativas citadas durante o webinar foi o Programa Floresta Mais da Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais (PNPSA), lançado recentemente pelo Ministério do Meio Ambiente, destinado a ajudar produtores, indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais a conservar áreas de preservação. Na visão do comunicador e articulador do setor, Caio Penido, o próprio povo brasileiro não tem percepção de que o Brasil é a maior potência ambiental do mundo nem que é referência mundial em legislação ambiental. “Nossa biodiversidade está prestando serviços ambientais gratuitamente para o mundo. E existe um custo para conservar esse biodiversidade, tanto para o governo, quanto para o produtor que está na fazenda”, afirma. ´

“Temos que explicar para o investidor internacional que o nosso país possui um Código Florestal complexo e precisamos criar mecanismos de valorização da ‘Floresta Viva’. É uma covardia um país como o Brasil, em desenvolvimento, com milhões de hectares de áreas em conservação, arcar com um custo gigantesco para conservar essas áreas de biodiversidade que estão prestando serviços ambientais gratuitamente para todo o planeta. O mundo precisa colocar a mão no bolso e se dedicar a criar mercados que valorizem ativos ambientais”, arremata o produtor rural.

Para André Guimarães, do IPAM, o ‘Floresta Mais’ é um programa meritório, tenta dar um passo concreto com um volume substancial de recursos no sentido remunerar a floresta em pé. “Este é o mérito. Agora nós precisamos ver como ele vai funcionar. É possível conciliar a agenda de conservar e produzir. Manter a floresta viva tem um custo, seja de fiscalizar, seja o custo de cuidar para não queimar, assim como também oferece benefícios ao mundo Essa equação financeira precisa ser redesenhada, ou melhor, criada. Para isso, o Brasil precisa voltar a liderar essa pauta global, por meio de uma nova narrativa e da comunicação”, argumenta.

O momento do Brasil atuar é agora. Essa é a opinião de Juliana Lopes, da Amaggi, uma das empresas líderes do agronegócio na América Latina. “Temos que posicionar tudo o que há de positivo para o mercado internacional entender o que temos de bom e não questionar alguns pontos. Somos campeões em termos de plantio direto, em reciclagem de embalagem e em preservação de áreas permanentes com todo um processo de qualidade dos rios que passam por propriedades agrícolas, por exemplo”, acentua.

“Temos que dialogar aqui dentro para levar uma narrativa lá para fora que seja coerente com o que queremos. Não queremos desmatar o Brasil, queremos remuneração por serviços ambientais, produzir mais, intensificar nossa agricultura, fazer melhor manejo do gado, converter áreas degradadas para lavoura, mas tudo isso pressupõe investimento. Temos que ir ao mercado exterior de braços dados com a narrativa correta para atrair capital”, complementa Guimarães.

Quanto ao exercício de comunicação, Juliana entende que o Agro precisa trabalhar melhor a sua comunicação, de como abordar o colaborador que está no campo, por exemplo. “Precisamos ter em mente que somos exemplos em muitas coisas, mas também precisamos comunicar os desafios que temos: ainda não conseguimos um consenso bem estruturado de políticas públicas ou um consenso de atuação entre todos os setores que faça com que o Brasil se destaque. Informação a gente tem, a forma de fazer também, agora é como a gente se une para ganhar força”, argumenta a executiva.

Bruna Lima, coordenadora de Comunicação Corporativa na Votorantim Cimentos – empresa líder em materiais de construção no Brasil que tem se posicionado como uma empresa de materiais, minerais e soluções – conta que a empresa tem apostado cada vez mais na diversificação de negócio para atender o produtor rural. “Viu-se a necessidade de nos aproximarmos do agricultor, entender seus atributos para criar elo de identificação com o produtor rural. Por meio de pesquisas, chegamos à conclusão de que a constante renovação do solo é importante ao agricultor e criamos a Viter, a nova marca para a unidade de negócios de insumos agrícolas”, explicou. A nova identidade reforça a estratégia da companhia de ampliar a sua atuação no agronegócio, aproximando-se ainda mais do produtor rural brasileiro.

Apesar de possuir mais de 60% de seu território destinado à conservação da vegetação nativa, segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e um código florestal conservacionista, revisado em 2012 –  que trouxe um marco regulatório para a questão ambiental -, o Brasil, maior prestador de serviços ambientais do mundo, não consegue obter vantagem competitiva. Com um ambiente altamente rico em biodiversidade, o país é o regulador do clima mundial e precisa criar valor para manter suas florestas “de pé’. O desafio, porém, não se limita apenas aos atores do agronegócio brasileiro mas a toda a sociedade global.

O Lab de comunicação no Agronegócio pode ser visto na íntegra no canal do Youtube da Aberje.

Lab de Comunicação para o Agronegócio

O Lab de Comunicação para o Agronegócio tem como objetivo debater a comunicação deste setor que é fundamental para a economia brasileira, realizando pesquisas, divulgando melhores práticas, promovendo o debate sobre as narrativas do agronegócio e trocando experiências com a comunicação de outros setores. Em 2019, a Aberje lançou a pesquisa “A Comunicação do Agronegócio no Brasil”, que mapeou a estrutura de comunicação das principais empresas do setor no país.

 

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Conheça a DircomsNet

31 Julho 2020 |by Fundacom | Comentários fechados em Conheça a DircomsNet | Actualidad | ,

O Círculo DirComs da Argentina, em conjunto com RED/ACCIÓN, lançou DircomsNet, uma newsletter semanal sobre temas de comunicação e relações públicas. DircomsNet tem como autor e curador Juan Iramain, Doutor em Comunicação e Sócio-diretor da consultoria INFOMEDIA.

DircomsNet, de leitura ágil, se apresenta a cada semana com um artigo de abertura, uma breve entrevista com personalidades relevantes do mundo da comunicação, das relações públicas ou da política, e referências a blogs e artigos acadêmicos. É de livre acesso e os assinantes a recebem por correio eletrônico. Para acessar o último número e se inscrever, você pode entrar aqui.

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Dircom organiza encontro online com José Manuel Velasco sobre a liderança de equipes e a gestão das emoções para enfrentar o novo normal

31 Julho 2020 |by Fundacom | Comentários fechados em Dircom organiza encontro online com José Manuel Velasco sobre a liderança de equipes e a gestão das emoções para enfrentar o novo normal | Actualidad | ,

A Associação de Diretores de Comunicação, Dircom, organizou uma nova sessão do ciclo de seminários Capabilities com José Manuel Velasco, coach, consultor de comunicação e formador em liderança, gestão de equipes e habilidades de comunicação, sobre os novos modelos de liderança adequados aos tempos de incerteza que estamos vivendo e que, seguramente, nos acompanharão a partir de agora.

QUE TIPOS DE LIDERENÇA NECESSITAMOS

Durante a sessão, José Manuel Velasco convidou os participantes a se aprofundarem sobre os diferentes tipos de liderança, que têm uma característica em comum: a comunicação é imprescindível. O formador compartilhou com os participantes as características que uma boa liderança exige. “A chave é estar a serviço de sua equipe, primeiro olhar para o interior de sua organização e depois para cima. O líder também necessita ter presença e que a equipe o veja em seu lugar de comando. Da mesma forma, o líder deve ser capaz de tecer um padrão de relacionamentos e narrativas por meio da comunicação, além de compartilhar a visão e o propósito com sua equipe. Por fim, as decisões devem ter sentido, serem fáceis de entender e de assumir”.

As 8 características de um bom líder:

  1. Lidam com a complexidade e a decodificação;
  2. Mentalidade global.
  3. Atuam estrategicamente.
  4. Promovem a inovação.
  5. Aproveitam as redes.
  6. Inspiram compromisso.
  7. Flexibilidade.
  8. Ágeis para aprender.

GESTÃO DAS EMOCOÇÕES

Em outra parte da sessão, José Manuel Velasco falou da gestão das emoções, um aspecto central na hora de dirigir as equipes. O coach executivo enumerou os quatro passos para fazê-la de forma eficaz. “O primeiro é identificar a emoção, saber o que está acontecendo comigo. O segundo seria legitimar essa emoção, seja sua ou de outra pessoa. Em terceiro lugar, devemos calibrar a intensidade que aplicamos a essa emoção. E, por fim, responder, e não reagir instintivamente”, disse.

TRÊS EMOÇÕES BÁSICAS NESTES MOMENTOS

  1. Medo. É legítimo e lógico que se produza. Temos que nos perguntar:
  • De que.
  • Qual é meu dever.
  • O que ganho.
  • Quem pode me ajudar.
  1. Estresse, angústia, ansiedade. Estamos acostumados a controlar as coisas. Temos que nos perguntar:
  • O que me causa.
  • Se posso negociar.
  • O que o reduz.
  1. Confiança. É necessário que as equipes confiem na gestão. São três elementos:
  • Competência técnica.
  • Sinceridade.
  • Credibilidade.

José Manuel Velasco também apresentou seu conhecimento sobre reações emocionais e respostas. Das primeiras, ele indicou que são instintivas, instantâneas e descontroladas, certamente baseadas em alguma experiência anterior e que podem ter um resultado incerto. Porém, se dermos um passo adiante e aprendermos a responder por meio do raciocínio, isso nos levará a uma situação controlada, com experiências e cenários possíveis, e com um resultado mais previsível.

A SITUAÇÃO ATUAL DA COMUNICAÇÃO

Durante o evento, os associados da Dircom estavam interessados ​​em conhecer a visão de José Manuel Velasco sobre a atual situação da comunicação nas empresas. Nesse sentido, o coach executivo afirmou que a comunicação esteve e continua sendo a primeira linha no front da gestão desta crise, desempenhando um papel fundamental para informar todos os stakeholders. “E depois da crise é quando você se esquece. Temos que aproveitar para continuar reivindicando a importância da comunicação e temos que estar muito ligados às necessidades imediatas das empresas, seja apoiando ao marketing e ao comercial, à retomada de suas operações ou tentando recuperar seus níveis prévios de atividade”.

ESTA SESSÃO, NO QUADRO DAS HABILIDADES GLOBAIS, FAZ REFERÊNCIA A:

  1. Oferecer liderança organizacional.
  • Ser parte ou ter acesso à equipe executiva de gestão e ajudar a construir alianças internas na organização.
  • Demonstrar a liderança em comunicação impulsionando um modelo de gestão baseado no diálogo.
  • Demonstrar a visão de negócio e financeira mediante o conhecimento dos processos essenciais da organização.
  1. Desenvolver-se e desenvolver os demais, incluindo formação profissional contínua.
  • Responsabilizar-se por seu próprio e contínuo desenvolvimento profissional, entre outras atividades, por meio da formação.
  • Participar em eventos do setor, representar a profissão em fóruns públicos e educar a outros sobre o papel e o valor da comunicação para empregados e clientes.
  • Ser capaz de oferecer orientação profissional que implique, motive e contribua para o desenvolvimento das equipes.
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MOISÉS NAÍM: “A RESPOSTA À PANDEMIA FOI FRAGMENTADA, IMPROVISADA E INEFICAZ EM ALGUNS PAÍSES DEVIDO À FORMA TÃO ELABORADA DE TOMADA DE DECISÕES”

25 Junho 2020 |by Fundacom | Comentários fechados em MOISÉS NAÍM: “A RESPOSTA À PANDEMIA FOI FRAGMENTADA, IMPROVISADA E INEFICAZ EM ALGUNS PAÍSES DEVIDO À FORMA TÃO ELABORADA DE TOMADA DE DECISÕES” | Actualidad

O escritor e politólogo garante, na Cerimónia de Revelação dos Vencedores dos Prémios Fundacom 2020, que “necessitamos de líderes que promovam a unidade e sejam mais empáticos e honestos”.

 

Decorreu hoje a Cerimónia de Vencedores da quarta edição dos Prémios Fundacom, através de um programa online, que contou com a participação especial do escritor e politólogo Moisés Naím, que partilhou a sua visão sobre como o poder foi transformado nos últimos tempos. “Todos têm um pouco de poder para bloquear outros, mas ninguém tem o poder de impor políticas ou estratégias (…). Em alguns países, a resposta à pandemia foi fragmentada, improvisada e ineficaz, devido à forma tão elaborada de tomada de decisões”.

No decorrer da entrevista com a jornalista Mónica Sanz, o Professor Naím fez referência aos novos protagonistas que têm poder: “Vimos como as pessoas, por estarem indignadas, enfurecidas e entristecidas, estão a conseguir alterações nas políticas, seja nos Estados Unidos, Brasil, Chile ou Espanha. Estamos diante de uma nova efervescência social em que são fundamentais protagonistas que, antes, não o eram”.

O politólogo também comentou a importância, nesta nova realidade, de como os líderes podem promover a unidade, sendo mais empáticos e honestos. “A mentira tornou-se algo normal” e observou que todos procuramos marcas e meios em que possamos confiar. “Somos bombardeados com informações, e também com uma avalanche de mentiras, manipulações e distorções. Necessitamos de pessoas e instituições em quem se possa confiar”.

O entrevistado sugeriu, ainda, que um dos atuais perigos é a propensão a adorar ideias mortas, que não funcionaram e não vão funcionar. “É muito importante ter soluções eficazes e realistas e que não sejam baseadas em mitos, promessas e mentiras”. Por fim, o escritor expressou o seu desejo de que as atuais circunstâncias nos forcem a repensar e a relançar o relacionamento dos estados latino-americanos com Espanha e Portugal: “Deve ser uma integração mais eficaz, eficiente e intensa”.

 

VENCEDORES DOS PRÉMIOS FUNDACOM 2020

Ao longo desta sessão, foram premiados os melhores projetos nas áreas de Estratégia, Gestão Responsável, Campanhas, Publicações, Eventos e Multimídia e Digital.

Nas categorias estratégicas, a Ageas Portugal, com o projeto “Carpooling VIP”, e a Kaspersky com a “Iniciativa Global de Transparência”, foram as vencedoras.

Igualmente, os vencedores da área de Gestão Responsável foram Linkedin e Edelman México com o projeto “Más Mujeres”; e a Ageas Portugal, com “Ageas Saudável”.

No âmbito das Campanhas, destacaram-se as empresas Banco Supervielle, BBVA, Fundación BBK, Kahlo, LLYC, Multiópticas, Schindler, StreamicsLab e Telecom Argentina.

Nas Publicações, as empresas que obtiveram a melhor classificação foram: Descubre Comunicación, ETL Global, ETL Sales Departament, Fundación Ecolec e Nissan do Brasil Automóveis.

Por outro lado, a Deloitte, Desafio Global, EDP e KPMG são as vencedoras nas categorias de Eventos.

E, finalmente, nas categorias de Multimédia e Digital, os vencedores são Atresmedia, Fiat Chrysler Automobiles Latin America, Galp Energia, Prodigioso Volcán e Telecom Argentina.

Veja a lista de vencedores aqui.

Veja o programa completo aqui.

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Moisés Naím, convidado especial para a cerimônia virtual dos Prêmios Fundacom 2020

17 Junho 2020 |by Fundacom | Comentários fechados em Moisés Naím, convidado especial para a cerimônia virtual dos Prêmios Fundacom 2020 | Actualidad

Neste programa on-line, apresentado por Mónica Sanz, serão anunciados os 23 vencedores da quarta edição desses prêmios

 

Em 25 de junho, às 17:30h (GMT + 1, hora de Madri), serão anunciados os ganhadores dos Prêmios Fundacom 2020, por meio de uma apresentação on-line, que contará com a participação do escritor e cientista político Moisés Naím, que compartilhará sua visão sobre o cenário institucional, social e reputacional provocado pela COVID-19 na Ibero-América.

A condução deste programa será responsabilidade de Mónica Sanz, jornalista e coapresentadora do programa “Cuatro Al Día” da Mediaset Espanha.

Ao longo desta transmissão, que poderá ser vista por meio do canal da Fundacom no YouTube, serão reconhecidos os melhores projetos de comunicação do mundo desenvolvidos e divulgados em espanhol e português, destacando a importância da comunicação e seu impacto na reputação das organizações.

Moisés Naím é cientista político, escritor e um dos colunistas mais lidos no idioma espanhol. Suas colunas semanais sobre a realidade mundial são publicadas pelos principais jornais da América Latina, assim como pelo El País na Espanha e La Repubblica na Itália. Foi professor universitário, ministro de governo na Venezuela e diretor do Banco Central venezuelano, além de diretor Executivo do Banco Mundial e da revista Foreign Policy. Em 2011, recebeu o Prêmio Ortega y Gasset de jornalismo. Atualmente, entre outras atividades, é pesquisador do Carnegie Endowment for International Peace, um think tank sediado em Washington DC.

Mais de 280 projetos de sete países ibero-americanos, em cerca de vinte categorias, foram submetidos para esta convocatória, que chega a quatro edições em 2020. As diferentes categorias dos prêmios reconhecem desde as áreas como estratégia e campanhas – tanto externas como internas e integradas – até canais e ferramentas como vídeos, TV corporativa ou publicações, entre outros.

Este compromisso virtual será um excelente ponto de encontro para comunicadores ibero-americanos.

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