A boa reputação corporativa, vantagem competitiva ou imperativo para as empresas?

Carlos Bonilla

Vice-Presidente Executivo

AB Estudio de Comunicación

Carlos Bonilla o autor é Vice-Presidente Executivo da AB Estudio de Comunicación, empresa de consultoria e serviços de relações públicas e de comunicação estratégica e Mestre em Relações Públicas pelo Centro Avanzado de Comunicación Eulalio Ferrer . Foi eleito o Relações Públicas do Ano de 2013 pela Asociación de Profesionales de Relaciones Públicas (PRO-RP).


As vantagens competitivas tradicionais, como qualidade, preço e sistemas de distribuição eficientes já se tornaram apenas commodities.

Para se distinguir em seus mercados, as empresas e as instituições devem desenvolver diferenciais para conquistar a preferência de seus interlocutores sobre sua concorrência.

O elemento fundamental para isso é a gestão da reputação corporativa.
A reputação se constrói a partir de uma conduta ética das empresas e instituições, juntamente com uma sólida governança corporativa e uma estratégia de comunicação adequada.

A responsabilidade social corporativa (produto do compromisso das organizações com seu entorno) está deixando de ser apenas um elemento para construir uma boa reputação, para virar uma exigência.

A Bolsa de Valores Mexicana já exige que as empresas que pretendem investir nela parte de seu capital sejam sustentáveis. É um requisito sine qua non para estar no mercado de capitais.

Até mesmo a própria Bolsa não pôde colocar recentemente suas próprias ações no mercado porque não atendia a esse requisito.

Outro exemplo da importância da reputação corporativa foi dado no Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos, na Suíça.

Além de discutir a situação atual e a necessidade de maior conscientização global, foram apresentados ali os resultados de vários monitores ligados à sustentabilidade e à confiança.

The Sustainability Yearbook, elaborado pela RobecoSAM, analisa mais de 2000 empresas listadas no Dow Jones Sustainability Index e mede as companhias que se destacam pela gestão da sustentabilidade e, ao mesmo tempo, representam uma oportunidade de investimento.

A líder do ranking em 2013 foi a Umicore, uma empresa com sede na Bélgica dedicada a tecnologias limpas. Chegou à primeira posição apoiada em sua gestão transversal da sustentabilidade para o processo de transformação de uma empresa de mineração em uma empresa de tecnologias inovadoras de reciclagem e energias limpas.

A tendência é clara: a sustentabilidade é gradualmente convertida de valor agregado a um requisito para o desenvolvimento das empresas.

O grande desafio dos profissionais em relações públicas é precisamente gerenciar e proteger a boa reputação, que se tornou o grande patrimônio das empresas.

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