Deep Analytics: um aprofundamento da comunicação interna e da cultura organizacional

Alejandra Brandolini

Presidente

AB Comunicaciones

Mestre em Educação e Comunicação pela Universidade Autônoma de Barcelona (2005), pós-graduada em Direção e Gerenciamento de Recursos Humanos nas Universidades: Católica Argentina (2003), Michigan (1999) e Califórnia (1997). É formada em Relações Públicas pelo UADE, premiada por ter a melhor média e com o diploma de honra.

Atualmente, ela é presidente da AB Comunicaciones, onde presta serviços de consultoria em estratégias de comunicação interna. É vice-Presidente do Fórum Argentino de Mulheres Executivas (FAME) e Secretária Geral Conselho de Relações Públicas da Argentina.


Em muitas ocasiões, falamos sobre a importância da análise de dados para a tomada de decisão. Hoje, quero lhes contar sobre uma técnica chamada “deep analytic” e seu uso na comunicação interna.

Quando pensamos em estratégias de comunicação interna, devemos entender a complexidade de trabalhar na geração de significados e na construção de culturas. Portanto, é essencial tomar o diagnóstico de comunicação/cultura como ponto de partida.

Um bom diagnóstico requer a análise de um grande volume de informações que, em geral, obtidos de pesquisas, entrevistas em profundidade e grupos focais. No entanto, quando aplicamos o deep analytic à comunicação interna, damos um passo além no estudo da cultura organizacional. Essa ferramenta nos permite medir e obter informações importantes sobre as interações que os colaboradores mantêm por meio da análise de conteúdo de seus e-mails e publicações nas redes sociais internas. A análise semântica automatizada usando inteligência artificial nos ajuda a identificar como as principais mensagens da organização estão presentes nas interações diárias de nossos colaboradores e a entender melhor a cultura corporativa e as formas de interação social dentro da organização.

Embora possa parecer ficção científica, já existem empresas que estão experimentando essas novas ferramentas para entender melhor sua realidade de comunicação/cultura e desenhar melhor seus planos de comunicação interna. De fato, na última edição da Harvard Business Review, Matthew Corritore, Amir Goldberg e Sameer B. Srivastava publicaram algumas das descobertas encontradas usando ferramentas de deep analytics. No artigo “The New Analytics of Culture”, eles contam como a análise de mensagens de e-mails, redes sociais internas e Glassdoor (site de resenhas em que os colaboradores classificam as empresas para as quais trabalham) conseguem gerenciar como a cultura e influenciar a matriz de pensamento dos colaboradores e seu comportamento no trabalho.

Seguir essa abordagem desafia as suposições predominantes sobre o comportamento das pessoas e revela novas ideias sobre como as organizações e seus líderes podem aproveitar a cultura como um recurso estratégico.