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Em busca de excelência em comunicação

Marco V. Herrera

Pesquisador de comunicação

Latin American Communication Monitor

É pesquisador de comunicação para o Latinamerican Communication Monitor, um estudo mundial de gestão da comunicação. Bacharel em Publicidade e Mestre em Comunicação para a Alta Direção pela Universidade da Comunicação no México. Marco tem mais de 25 anos como consultor em comunicação estratégica, assuntos públicos e gestão da mudança para empresas públicas e privadas em toda a América Latina. Foi Presidente da PRORP, Associação Mexicana de Profissionais de Relações Públicas; Membro da Comissão Mundial de Pesquisa do Institute for Public Relations. Participou também da elaboração dos Acordos de Estocolmo.

Com a apresentação dos resultados do Terceiro Relatório do Latinamerican Communication Monitor 2018-2019, a informação e os parâmetros do modelo de excelência comunicacional apresentados na versão anterior do estudo são bastante complementados.

A grande vantagem é que, com essas novas informações, os diretores, gerentes e administradores da comunicação podem ampliar os parâmetros para buscar a excelência em seus departamentos e sua gestão diária de gerenciamento de comunicação.

O estudo 2018-2019 apresenta as medidas em nível latino-americano sobre como comunicadores de 19 países gerenciam a comunicação estratégica e seus principais desafios, tais como: as fake news, a confiança, informação para a tomada de decisões, liderança, satisfação, estresse e o compromisso trabalhista da administração.

Um dos principais dados que traz o estudo e que se converte no grande desafio para os comunicadores da região é que apenas 20% dos departamentos foram qualificados com o nível de excelência, o que é preocupante e valida a problemática natural que os comunicadores enfrentam ao seguir tendo poucos recursos humanos e materiais para o desempenho da função dentro das organizações.

Na minha opinião, a digitalização tem agravado esse eterno problema dos comunicadores, pois graças à velocidade da mudança digital, novas prioridades e preocupações surgiram diretamente relacionadas ao enfrentamento da evolução digital, ao uso da tecnologia e às demandas por maior transparência. Após estas novas prioridades, ainda segue vigente a eterna necessidade de fortalecer o papel da função da comunicação e, por isso mesmo, solicitar internamente nas empresas mais recursos financeiros para apoiar administrativamente as áreas e o pessoal que trabalha na função.

Na verdade, essa nova tendência de digitalização está mudando e afetando a aplicação de recursos nos departamentos de comunicação, que tiveram que aumentar os investimentos para enfrentar o fluxo de informações da Internet e das redes sociais. Agora é necessário investir em monitoramento digital, tecnologia, algoritmos, influenciadores, infelizmente não se aumenta o investimento para aumentar as habilidades, confiança e desempenho das equipes de trabalho.

É por isso que os resultados deste segundo estudo tornam-se, para os comunicadores, a melhor evidência científica e o modelo com o qual eles podem, por um lado, demonstrar à alta direção as tendências e necessidades da comunicação em nível regional e por país; e, por outro, definir e adaptar um modelo de excelência para melhorar o desempenho da função e da operação da comunicação.

A partir da análise da última versão do estudo, surgiram algumas questões que deixo para os comunicadores resolverem e tentarem ver sua função de uma maneira diferente: será que eu e minha equipe de trabalho estamos preparados para enfrentar as fake news? Quais informações de valor eu gero? Que outros tipos de relatórios podemos preparar para dar mais valor à minha área? Quais são os principais desafios e prioridades estratégicos da empresa e da minha área? Eu avalio e conheço a confiança e o comprometimento de meus funcionários de maneira permanente? Eu me preocupo com o estresse gerado no meu escritório? Eu avalio ou conheço a satisfação laboral da minha equipe de trabalho? Como é a política salarial com a minha equipe de trabalho? Eu e minha equipe somos mais coaches do que operacionais? Eu uso big data e algoritmos para gerar informações?

Ao responder a essas perguntas, podemos começar a criar um plano estratégico para nos tornarmos um departamento de excelência em comunicação.

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