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É hora de aprofundar:
Uma nova abordagem para a sustentabilidade corporativa

Cibele Salviatto

Consultora especialista em sustentabilidade e transformação cultural

Atitude Sustentável

Consultora especialista em sustentabilidade e transformação cultural.

É coach e terapeuta certificada pela Pathwork®, formada em administração pela renomada escola de negócios brasileira FGV (Fundação Getúlio Vargas).

Como diretora da consultoria brasileira Atitude Sustentável, já trabalhou com grandes multinacionais como Natura & Co., Basf,

Alcoa e Fibria Celulose, promovendo mudanças culturais nessas organizações, desenvolvendo processos de engagement com stakeholders apoiando o planejamento estratégico com foco em sustentabilidade.

Desenvolveu o conceito "Sustentabilidade a Partir de Dentro" (Sustainability from Within), um programa voltado para agentes de mudança em todas as áreas: social, política ou econômica, ativistas; pacifistas; ambientalistas; profissionais de sustentabilidade, ou qualquer um que acredite que o mundo pode ser um lugar mais justo, mais saudável, mais feliz e mais pacífico.

Tanto se você teve a sorte de estudar em uma escola de negócios como se não teve, você provavelmente tem em mente a premissa de que o objetivo de uma empresa é ganhar dinheiro. Pelo menos, essa foi uma ideia central em minha própria formação em negócios. Mesmo sendo consultora em questões de sustentabilidade, uma das frases que mais ouço é “show me the money” [onde está o dinheiro?]. É por isso que me tornei parte do grupo de pessoas que estuda e conecta a ideia da sustentabilidade com a criação de benefícios econômicos.

Após muitos anos e estudos de caso, demonstrou-se que a sustentabilidade corporativa, entendida como o desenvolvimento de práticas que têm um impacto positivo em todos os stakeholders, não é apenas rentável, mas também uma boa prática nos negócios: fomenta a inovação e a criatividade, ajuda a abrir novos mercados e novas fontes de receita, reduz os custos a longo prazo (em energia e água, por exemplo), previne e mitiga uma série de riscos associados ao meio ambiente e à marca, contribui para aumentar a produtividade, facilita o acesso ao capital, entre outros.

Há mais de 25 anos, John Elkington introduziu o termo triple bottom line para se referir a um marco de sustentabilidade, que leva em conta o impacto social, ambiental e econômico de uma empresa. Em junho, ele escreveu “a management concept recall”, no qual lembrou a seus leitores que seu conceito destaca o impacto econômico (não financeiro) para transmitir uma mudança sistêmica radical nas empresas. A maioria dos líderes no mundo dos negócios ainda se concentra principalmente em maximizar os ganhos financeiros de curto prazo para os acionistas de curto prazo, às custas de todos os demais interessados.

Esse foco nos lucros a curto prazo leva a muitos atos antiéticos, ilegais, imorais e devastadores. Sob a crença de que os lucros devem ser priorizados sobre todas as outras coisas, temos observado empresas vendendo produtos que causam câncer; campanhas publicitárias de milhões de dólares que ensinam as crianças a pedir junk food ou outras compras desnecessárias a seus pais; água limpa sendo contaminada; empregados explorados que trabalham em péssimas condições ou ganham salários muito baixos; o corte das florestas; e muitos mais exemplos.

Se a evidência atual de que a sustentabilidade corporativa é uma boa prática comercial não é suficiente para gerar mudanças significativas na maneira como fazemos negócios, o que impulsionará a mudança?

Durante meu processo de descoberta e preparação como coach e consultora, encontrei algumas respostas alentadoras. Primeiro, devemos lembrar que as corporações não são as que agem, mas sim somos nós, as pessoas, que exercemos a função de agentes de mudança. Os consultores de sustentabilidade se concentraram em desenvolver ferramentas e métricas para a sustentabilidade convencional, sem necessariamente levar em conta o aspecto humano da mudança sistêmica exigida pela sustentabilidade corporativa. Raramente falamos, por exemplo, do medo, da raiva, das crenças erradas, do ego saudável e do ego doentio. Da mesma forma, negligenciamos o fato de que a vida é complexa, sistêmica e interconectada, então continuamos a produzir soluções que vêm da mesma mentalidade que criou os problemas: uma mentalidade linear, mecanicista e fragmentada.

O caminho para uma existência mais sustentável é o mesmo caminho para a maturidade individual e como sociedade. É um despertar da consciência, uma mudança no paradigma sob o qual estamos navegando. Por isso, requer uma profunda transformação em nossa mentalidade.

Naturalmente, as corporações devem ser financeiramente saudáveis para continuarem a existir. É claro que apoiar projetos sociais e filantrópicos, desenvolver iniciativas ecológicas ou publicar relatórios de sustentabilidade é útil e importante. No entanto, se realmente nos importamos com o nosso próprio futuro como humanidade e o legado que estamos deixando para nossos filhos e netos, é hora de aprofundar ainda mais. É imperativo que questionemos nossa mentalidade, que descubramos nossas falsas crenças ocultas das quais não temos consciência e tenhamos coragem para enfrentá-las.

O desafio para os líderes empresariais que realmente querem fazer a diferença no mundo é ir além da implementação de ferramentas convencionais de sustentabilidade. Esses líderes devem desenvolver uma capacidade profunda de auto-reflexão, para questionarem a si mesmos e poder desenvolver uma visão sistêmica. Devem desafiar a si mesmos para desenvolver competências ocultas que lhes permitam ver e operar de maneira diferente. Deverão iniciar um processo de sustentabilidade dentro de si e ser a mudança que desejam ver em seus negócios e no mundo.

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