Marcas, o novo desafio de comunicação que enfrentam

Óscar Cumí

Especialista em marketing de Influência e micro influenciadores.

Orador, Thinking Heads. Membro do catálogo da conferência TOP 100

Óscar Cumí é um dos especialistas mais reconhecidos em marketing de Influência e micro influenciadores, palestrante de nível nacional e internacional nesse assunto.

Ele é diretor da Pós-graduação em Marketing Digital & e-Commerce pela Euncet Business School (UPC). Consultor e conferencista no setor de influencer Marketing. Especializado em marketing de micro Influenciadores, criando campanhas de até 10.000 micro Influenciadores simultaneamente, para promover produtos e serviços de todos os tipos de marcas. Consultor de multinacionais, startups e PMEs por meio da agência Mr. Who. Docente em várias universidades e Business Schools, como UDG, UAB, UOC, UDEM e Euncet.

Fundador dos eventos do YouTubers TMDay (premiado em 2017 como a melhor ação de marketing de rede da AENTEG) e fundador dos eventos setoriais de Marketing de influencers, IMDay.


Nos últimos anos, o conceito de Transformação Digital, entendido como o processo de integração de novas tecnologias em todas as áreas de uma empresa para que ela seja mais eficiente e competitiva, tem sido uma tendência e um tema recorrente, embora muito menos que se imagina tenha sido efetivamente implementado.

Testemunhamos essa dura realidade no momento em que a pandemia da COVID-19 nos condicionou completamente, tanto em nosso entorno quanto em nossos hábitos de comportamento e consumo. Nessa situação, vimos como poucas empresas tinham implementado a transformação digital.

Se a Transformação Digital era para muitos uma opção, agora ela se tornou uma obrigação. Não existe mais a Transformação Digital, há a Adaptação Digital que, embora pareça a mesma coisa, não é. Na transformação, as ações são proativas e visam otimizar processos e serem mais competitivas, enquanto na adaptação as ações são reativas, para não ficarem desatualizadas e fora do mercado.

Na comunicação é onde vemos um dos exemplos mais palpáveis ​​do significado da Adaptação Digital. Zoom, Skype, Jitsi, Streamyard, como tantas outras plataformpandemia. Não é, portanto, uma questão de tecnologia, mas de Mindset, ou seja, uma mentalidade com um DNA real na Transformação Digital.

Agora não apenas usamos essas ferramentas no ambiente empresarial, mas elas também se tornaram ferramentas de uso maciço da população para estar em contato com suas famílias.

Qual é o desafio atual enfrentado pelas marcas na Comunicação?

Uma das múltiplas consequências da COVID-19 é a paralização da atividade comercial, total ou parcial, de vários setores. Essa situação levou a uma paralisia da comunicação com todos seus stakeholders (clientes, fornecedores, funcionários, contatos). Se existe algo mais negativo depois de não poder realizar a atividade comercial, é precisamente o NÃO se comunicar.

Hoje, mais do que nunca, as marcas precisam verificar e conhecer muito bem seu Customer Journey Map específico, ou seja, o processo de compra que os clientes ou potenciais clientes usam para adquirir os produtos ou serviços das diferentes marcas. O processo variou significativamente, com a mídia digital ganhando ainda mais terreno. As marcas devem estar presentes em cada uma das fases de sua respectiva Customer Journey (Awareness, Consideration, Purchase, Loyalty, Advocacy) de uma maneira eficiente e adaptando seu conteúdo e formato de acordo com a fase e os meios de interação, oferecendo o mínimo de atrito aos usuários para que obtenham a melhor experiência possível.

O conteúdo de valor se torna ainda mais relevante

Estratégias de Marketing que se tornaram populares nos últimos anos, como o inbound Marketing, que tem como finalidade atrair e seduzir nosso público-alvo/Buyer persona, têm como principal ferramenta para atingir esse objetivo criar e distribuir conteúdo de qualidade. Entendemos como conteúdo de qualidade aquilo que é realmente de interesse e utilidade para a comunidade para a qual é direcionado. De fato, as marcas tendem a falar muito na primeira pessoa nas redes sociais (características de seus produtos, escritórios, presença em feiras), mesmo que isso seja um erro.

Hoje, no chamado “novo normal”, as marcas não apenas precisam fazer mais para gerar conteúdo útil, mas o formato também precisa ser de qualidade.

Um dos formatos mais utilizados são as lives (streamings), sejam elas videoconferências ou seminários on-line. Isso ocorre porque é o formato que mais se assemelha aos presenciais, permitindo que o usuário interaja com sua audiência em tempo real, mesmo que seja através de um monitor. É aqui que as marcas precisam de um período de adaptação para oferecer um formato profissional e não amador. Atualmente, vemos grandes marcas com erros de áudio, imagem, enquadramento e conectividade etc. Erros próprios e permitidos na esfera doméstica, mas não na esfera profissional, pois condicionam diretamente o conteúdo que está sendo oferecido.

Esse formato ao vivo deve ser semelhante à realização de um programa de TV ou aos vídeos de youtubers reconhecidos. Áudios impecáveis, riqueza nos enquadramentos e meios de interagir com seu público.

Dito isso, oferecer algo de qualidade em conteúdo e formato não será suficiente para as marcas impactarem seus públicos com densidade e recorrência suficientes. Elas terão que confiar nos criadores de conteúdo que, compartilhando sua expertise ou experiências nas redes sociais, foram capazes de gerar um público fiel. Esses criadores de conteúdo têm a capacidade de influenciar na tomada de decisão de seu público, e sim, estou me referindo aos Influencers, MicroInfluencers e NanoInfluencers. Marcas pessoais que oferecem conteúdo de qualidade há muito tempo, por isso também são chamadas de “criadores de conteúdo”.

Durante estes últimos anos de minha carreira profissional, tenho desenvolvido ações com os MicroInfluencers, contando com até 10.000 MicroInfluencers simultaneamente em algumas delas e para uma marca específica. Posso afirmar que sua capacidade de influenciar é altíssima e que é o complemento perfeito para o bom conteúdo que as marcas devem criar.

Muitos dos paradigmas que nos guiavam deixaram de existir, mas há uma máxima que é agora mais valiosa do que nunca:

“Não é o mais forte ou o mais inteligente que sobrevive, mas o que se adapta melhor à mudança”.

Charles Darwing, (“A Origem das Espécies”, 1859)

 

Orador Thinking Heads. Top 100. 

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