Entrevista a Rafael Gárate, autor do livro “O poder de um tweet”
“… a reputação das corporações e das pessoas está mais vulnerável do que nunca …”

Rafael Gárate

Country Manager

Percepción & Imagen

Licenciado em Jornalismo pela Escuela de Periodismo Carlos Septién García com mestrado pela Universidade Complutense de Madrid em Comunicação e Imagem de Instituições Públicas e Privadas.

Tem pós-graduação em Análise Política e Financeira pela Universidade Iberoamericana.

Dentro de suas atividades como professor, lecionou cursos de Opinião Pública e Teoria Política na Universidade Iberoamericana e cátedras como professor visitante na Universidade Complutense de Madrid.

Trabalhou como Consultor em Comunicação e Relações Públicas, assessorando empresas como Google, MasterCard, Toyota e 20th Century Fox, entre outras.

Antes de fundar a firma de consultoria Perception e Imagen em 2002, foi diretor da Edelman em Madri, Espanha.

Dentro de sua trajetória no desenvolvimento de conteúdos audiovisuais, atuou como produtor de noticiários na Televisa Radio e MVS multimedia. Foi produtor executivo da série de documentários históricos "Historias de Alto Vuelo" e "Las Cartas de Don Antonio".

No campo jornalístico, trabalhou como repórter na Televisa e como responsável por novos projetos na Infosel do Periódico Reforma. Foi colaborador em programas para a CNN em Espanhol e colaborador na WRadio com León Krauze. Publicou textos sobre Marketing, Comunicação e Imagem em diferentes revistas e jornais.

Atualmente é presidente da Associação Mexicana de Profissionais de Relações Públicas.

@rafagarate


Rafael Gárate, fundador da Percepción & Imagen e autor do livro “O poder de um tweet”, é o novo presidente da Associação Mexicana de Profissionais de Relações Públicas, PRORP. Durante sua carreira, ele assessorou empresas como Google, MasterCard, Toyota, 20th Century Fox, Cisco, YouTube e Waze. Além disso, também tem se dedicado a explorar o mundo digital há mais de duas décadas.

P: Você é especialista em temáticas como a transformação digital. Quais são as chaves que todo profissional de comunicação deve levar em conta ao criar uma estratégia de comunicação e reputação hoje em dia?

R: A comunicação, a mídia e especialmente o público vêm mudando. E os especialistas têm trabalhado de uma maneira muito tradicional há vários anos. Parece-me que hoje, mais do que nunca, a capacitação, a pesquisa e, acima de tudo, o uso de uma linguagem atual são pontos vitais para alcançar esses mercados em constante evolução.

Por outro lado, a reputação das corporações e das pessoas está mais vulnerável do que nunca, portanto, a implementação de uma estratégia de comunicação, incluindo manuais de crise que considerem cenários não apenas com mídias tradicionais, mas também com mídias digitais e com o que pode ser gerado pelos chamados “influenciadores” são elementos que não podemos ignorar.

P: Como a presença digital de uma organização afeta sua reputação?

R: As empresas minimizaram o peso das novas ferramentas de comunicação por bastante tempo. No entanto, hoje elas percebem que qualquer informação que chega ao mundo digital nunca desaparece e que podemos descobrir fotografias, artigos ou comentários feitos anos atrás e que até hoje estão influenciando a reputação e a credibilidade de pessoas e organizações. Não se pode voltar no tempo, mas é possível olhar para frente, dedicando os recursos e tempo às novas práticas para cuidar e manter o mais limpa possível a opinião das pessoas em relação às corporações e suas marcas.

P: Como a transformação digital afeta a criação de planos de crise por parte das organizações?

R: Os planos de crise precisam começar pela parte digital. Digamos que o que por um longo tempo foi relegado, hoje deve ser a prioridade de qualquer consultor. Precisamos fazer com que nossos clientes percebam que os manuais de crise devem incluir não apenas a mídia oficial das corporações, mas também as contas pessoais dos executivos que estão à frente dessas organizações.

P: Em quais objetivos você focará prioritariamente durante o seu mandato na Associação Mexicana de Profissionais de Relações Públicas, PRORP? Por quê?

R: A capacitação será o pilar em que concentraremos grande parte de nossos esforços. A incorporação de ferramentas digitais, de medição e, acima de tudo, conhecimento das melhores práticas de outras associações e profissionais de outros países, serão elementos que estaremos incorporando para que os membros da PRORP possam assimilar as melhores práticas já comprovadas por outros colegas.