A reputação em plena era da transformação digital

Rafael Gárate

Assessor em Reputação Corporativa e Autor de El Poder de un Tweet.

Rafael Gárate é jornalista e relações públicas. Sua paixão pelo mundo digital o levou a escrever o livro El poder de un tweet (O poder de um tweet), publicado em 2016.

Tem formação em análise política e financeira. Foi responsável por implementar a estratégia de Comunicação e Relações Públicas da chegada de Google, Youtube e Waze na América Latina. Foi assessor da Mastercard, Cisco e empresas da indústria farmacêutica entre outros, imprimindo sua visão dos distintos mercados e a evolução dos negócios tradicionais em direção à transformação digital.

Investiga sobre los nuevos paradigmas de comunicación y sobre cómo las redes sociales y la tecnología transforman las dinámicas humanas. Ha impartido charlas sobre este tema y las prácticas de reputación de las marcas y personas en numerosas ciudades de la República Mexicana, así como en Bolivia, Colombia, Dubái, Estados Unidos, España y Perú, entre otras. Pesquisa sobre novos paradigmas de comunicação e sobre como as redes sociais e a tecnologia transformam as dinâmicas humanas. Participou de palestras sobree este tema e as práticas de reputação das marcas e pessoas em inúmeras cidades da República Mexicana, assim como Bolívia, Colômbia, Dubai, Estados Unidos, Espanha e Peru, dentre outras.

Seu primeiro livro, El poder de um tweet, reúne oito histórias baseadas em fatos reais sobre como um post de 140 caracteres pode transformar a vida das pessoas, para o bem e para o mal.

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Rafael Garáte

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Elpoderdeuntweet.com

Para cobrir o mercado, devemos conhecer e entender cada um de nossos nichos.

Hoje, a reputação pessoal deve ser tratada como uma empresa, enquanto que as companhias devem cuidar de suas marcas como se fossem pessoas. Em nossa época de transformação digital, a reputação é, antes de mais nada, o reflexo do prestígio e da estima que conseguiu uma marca, pessoa ou organização no mundo online.

Na América Latina há quase 40 milhões de empresas na web, e são criadas 2 milhões de novas ao ano. Onde se encontram nosso negócio nesse ecossistema tão vivo e diverso? Como se encontra a reputação de nossa marca atualmente? E, finalmente, o ponto mais importante, que opinião tem os outros sobre ela?

Em diferentes indústrias como os Serviços Financeiros; os Seguros; o Consumo & Retail; o Setor Público; as Telecomunicações, que vivem de vender o mesmo produto várias vezes à mesma pessoa, deve-se aproveitar a tecnologia para aumentar o conhecimento que a opinião pública tem sobre nossa companhia e assessorar ao nosso consumidor quase que de maneira pessoal para estabelecer uma relação entre cliente e a empresa, conseguindo converter o primeiro em um amigo da marca.

A tecnologia está nos transformando em passos largos, está nos expondo e está exibindo nossas virtudes e defeitos ao mesmo tempo.

Hoje começam a destacar no mapa as empresas que estão se adaptando melhor a essas mudanças, e precisamente em nossa região se abre uma oportunidade importante para as companhias que buscam melhorar seus processos, seu rendimento, mas sobretudo seu atendimento ao cliente. Um amigo da marca ou “Brand Lover” é o primeiro influenciador que defenderá seus serviços ou produtos diante da vulnerabilidade pública à qual está exposta no mundo digital. Por isso que a proximidade com os seguidores e leitores dos sites, redes e blogs são primordiais.

Nenhuma empresa se poder dar ao luxo de não estar na web, e fazê-lo mal ou pela metade vai contra sua reputação, por isso que recomendo tomar as seguintes ações mínimas, para que qualquer pessoa que nos encontre no mundo online possa se monetizar, seja em dinheiro ou percepção:

  1. Tratar que a web, redes e sites de contato tenham o mesmo nome: o da marca da empresa (façamos um esforço coordenado e conjunto de comunicação).
  2. Ser consistente na mensagem que difundimos em cada uma das plataformas, considerando-as sempre como um todo, mas atendendo suas peculiaridades, já que a linguagem não é a mesma quando falamos a um “twitteiro” ou a um usuário de Facebook.
  3. Ter constância em nossa comunicação: não se pode “postar de vez em quando”; é necessário ter uma estratégia e um plano com calendário de ação.
  4. Profissionalizar nosso community manager: não podemos deixar nas mãos de um treinee o de alguém “novo” no escritório a responsabilidade de conduzir nossa reputação digital.
  5. Não vender: é muito desagradável para os seguidores ler mensagens nas quais uma marca garante ser a única ou a melhor. Em troca, devemos buscar provocar seu interesse com um conteúdo inteligente que terceiras pessoas comentem e, assim, que sejam os outros que falem bem do nosso produto ou empresa.
  6. Falar de feitos e não de suposições: compartilhar casos de sucesso, sempre e quando sejam verdadeiros, pontuais e que não se caia em exageros.
  7. Economizar palavras e compartilhar imagens, vídeos e frases que se fiquem na mente de nossos seguidores.

As redes sociais são um risco, mas ao mesmo tempo significam a melhor oportunidade para que, com investimentos acessíveis, as pequenas e médias empresas possam competir com as grandes marcas que contem com orçamentos importantes. A boa reputação não se cria em um dia: por isso se deve começar já.

 

Fonte: Rafael Gárate