Tomás Regalado, Governador da Cidade de Miami: “Durante Cibecom, Miami vai ser a ‘Capital Virtual’ da comunicação corporativa em espanhol e português”

Tomás Regalado

Prefeito

Cidade de Miami

Tomás Regalado nasceu em Havana, Cuba, em 24 de maio de 1947. Foi o primeiro filho do casamento de Carmen Rita Valdez, dona de casa, e de Tomás Regalado Molina, um proeminente advogado e jornalista que ocupou a presidência da Associação de Jornalistas e Repórteres de Cuba. Regalado Molina foi, além disso, um prisioneiro político que cumpriu mais de 22 anos na cadeia durante a ditadura castrista, por sua luta a favor da democracia e da liberdade de Cuba.

Com a pouca idade de quatorze anos, Tomás e seu irmão mais novo, Marcos, foram enviados por seus pais para os Estados Unidos, por meio de um programa da Igreja Católica conhecido como “Peter Pan”, com a esperança de que poderiam viver em liberdade.

A vocação jornalística do pai emergiu cedo no filho e, aos 17 anos, Tomás já estava fazendo um estágio na estação de rádio de Miami WFABB, “La Fabulosa”. Pouco tempo depois, regalado se converteria em repórter mais jovem da rádio. Seu crescimento profissional foi rápido. Em 1970, Tomás Regalado passou a ser um correspondente internacional de notícias. Entre suas primeiras reportagens, se destacaram as que fez no continente africano, que sofria nesses tempos com confrontos bélicos derivados da Guerra Fria. Tomás cobriu a guerra civil de Angola, as sangrentas revoltas em Soweto, África do Sul, e a violenta guerra civil em Moçambique.

Na década de 1980, cobriu duas perigosas cenas bélicas: as guerras civis na Nicarágua e El Salvador, onde foram feridos ou mortos diversos repórteres.

Sua consagração profissional chegou em 1983, quando se converteu no primeiro jornalista cubano-americano a ser membro do Grupo de Imprensa da Casa Branca. Como parte de suas funções, Regalado cobriu as informações da casa presidencial e viajou, em coberturas jornalísticas, com os presidentes Ronald Reagan, George Bush (pai) e Bill Clinton.

Tomás Regalado tem sido um jornalista de amplo perfil. Além de escrever para a imprensa escrita, foi apresentador de notícias dos canais de televisão 23 e 20 de Miami e diretor de notícias da Spanish Broadcasting System.

Sua preocupação social o motivou, em 1996, a entrar para a área política. Em setembro do mesmo ano, foi eleito Comissário da cidade de Miami. Por sua brilhante trajetória, foi reeleito em 1999, em 2003 e em 2007. Sua última reeleição como Comissário foi obtida sem oposição. Em novembro de 2009, Tomás Regalado ganho, com folga, sua eleição como o vigésimo terceiro Prefeito da Cidade de Miami.

Tomás tem três filhos: Tomás Jr., Raquel e José, e quatro netos. Depois de trinta e sete anos de casamento, ficou viúvo em fevereiro de 2008. Atualmente, está casado com a Sra. Ana Cristina Regalado.

P: Por que uma conferência como Cibecom é importante para o desenvolvimento da comunicação na Ibero-América e para Miami?

R: Para Miami, esta Cimeira de Cibecom significa uma reafirmação importante de seu valor como centro de atividade dos hispano-americanos nos Estados Unidos. Em nenhum outro lugar da nação, as pessoas de língua espanhola são tão ativos e exitosos em matéria de negócios, comércio e meios de comunicação quanto em Miami.

Cibecom ajudará a que os ibero-americanos identifiquem Miami como uma “capital virtual” das comunicações e da informação que os interessa.

P: Como os meios de comunicação ajudaram a fortalecer o conceito de transparência nos Estados Unidos nos últimos anos?

R: Os meios de comunicação dos Estados Unidos (EUA) foram o motor da transparência por meio de um jornalismo investigativo que vai até o fundo de cada ação do governo. O conceito de “truth finding” (buscar as raízes da verdade em qualquer afirmação) põe em ridículo o funcionário que se atreva a usar uma referência passada que não seja correta. A imediatez que provém dos computadores, unida ao direito dos jornalistas de receber a informação que desejem por meio da lei FOIA (Freedom of Information Act), produz evidências que levantam uma barreira diante das motivações ocultas ou as “manipulações” dos políticos e funcionários públicos.

P: Que características faz com que Miami seja um lugar apropriado e ideal para receber uma conferência ibero-americana como Cibecom?

R: Miami é, possivelmente, o lugar mais cosmopolita da nação e onde mais se fala castelhano. Miami tem grandes comunidades de espanhóis, de sul-americanos e de caribenhos de língua hispânica, o que faz dela uma espécie de “Nações Unidas” da América Hispânica. Os emigrantes de Cuba, Venezuela, Nicarágua, Equador, Argentina, Colômbia e Peru, para mencionar os mais numerosos, vivem nesta cidade e, com eles, estão presentes os principais problemas da região. Qualquer evento que tenha a ver com a América Hispânica encontrará em Miami um lugar apropriado.

P: Quais são os benefícios de desenvolver uma atividade econômica em Miami? Que benefício relacionado à reputação, a sustentabilidade ou a transparência a cidade oferece às organizações?

R: Miami é, de uma só vez, América Hispânica e Estados Unidos. Já é um feito o reconhecimento de Miami como o segundo centro internacional dos Estados Unidos e como porta de entrada do comércio do Sul da nação. Além disso, Miami é uma das cidades mais interconectadas do mundo, mediante o uso das novas tecnologias sem fio.

As regras sobre as quais funcionam os negócios, o comércio e o banco da cidade são as regras dos Estados Unidos. A maior parte das operações bancários e comerciais são monitoradas pelas agências de proteção da lei. As garantias legais que possuem os empresários em Miami são difíceis de superar, e a melhor prova é a quantidade de empresas estrangeiras, especialmente ao sul dos EUA, que têm escritórios centrais em Miami.