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Deep Analytics: um aprofundamento da comunicação interna e da cultura organizacional

29 Abril 2020 |by Fundacom | Comentários fechados em Deep Analytics: um aprofundamento da comunicação interna e da cultura organizacional | Conocimiento | , ,

Em muitas ocasiões, falamos sobre a importância da análise de dados para a tomada de decisão. Hoje, quero lhes contar sobre uma técnica chamada “deep analytic” e seu uso na comunicação interna.

Quando pensamos em estratégias de comunicação interna, devemos entender a complexidade de trabalhar na geração de significados e na construção de culturas. Portanto, é essencial tomar o diagnóstico de comunicação/cultura como ponto de partida.

Um bom diagnóstico requer a análise de um grande volume de informações que, em geral, obtidos de pesquisas, entrevistas em profundidade e grupos focais. No entanto, quando aplicamos o deep analytic à comunicação interna, damos um passo além no estudo da cultura organizacional. Essa ferramenta nos permite medir e obter informações importantes sobre as interações que os colaboradores mantêm por meio da análise de conteúdo de seus e-mails e publicações nas redes sociais internas. A análise semântica automatizada usando inteligência artificial nos ajuda a identificar como as principais mensagens da organização estão presentes nas interações diárias de nossos colaboradores e a entender melhor a cultura corporativa e as formas de interação social dentro da organização.

Embora possa parecer ficção científica, já existem empresas que estão experimentando essas novas ferramentas para entender melhor sua realidade de comunicação/cultura e desenhar melhor seus planos de comunicação interna. De fato, na última edição da Harvard Business Review, Matthew Corritore, Amir Goldberg e Sameer B. Srivastava publicaram algumas das descobertas encontradas usando ferramentas de deep analytics. No artigo “The New Analytics of Culture”, eles contam como a análise de mensagens de e-mails, redes sociais internas e Glassdoor (site de resenhas em que os colaboradores classificam as empresas para as quais trabalham) conseguem gerenciar como a cultura e influenciar a matriz de pensamento dos colaboradores e seu comportamento no trabalho.

Seguir essa abordagem desafia as suposições predominantes sobre o comportamento das pessoas e revela novas ideias sobre como as organizações e seus líderes podem aproveitar a cultura como um recurso estratégico.

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Alejandra Brandolini, Presidente da AB Comunicaciones

12 Janeiro 2017 |by Fundacom | Comentários fechados em Alejandra Brandolini, Presidente da AB Comunicaciones | Entrevistas | ,

P: Qual a importância da comunicação interna para a construção de reputação nas organizações?

R: Uma das mais famosas máximas de comunicação proclama que “tudo comunica”. Na área de comunicação interna, esse “tudo” é representado pelas conversas que vinculam os colaboradores com a organização. Na interação de ambos vai-se construindo e reconstruindo a cultura organizacional. Assim, em organizações com culturas inteligentes e de alto desempenho, a comunicação interna ajuda a gerar orgulho de pertença, a uma maior coesão entre a equipa, e à apropriação dos objetivos organizacionais. Quando os nossos colaboradores se sentem parte ativa e valiosa da organização, estabelecem laços emocionais que contribuem para a criação de uma excelente reputação interna, que é a principal diretriz para desenvolver uma boa reputação externa. A melhor estratégia de reputação organizacional começa sempre de dentro para fora.

P: Como garantir que os trabalhadores e/ou colaboradores se identifiquem com a empresa ou organização onde trabalham?

R: Nada gera maior identificação que uma missão, visão e valores partilhados. E isso é algo que não pode ser negociado: ou se partilha ou não. Em segundo lugar está a coerência entre dizer e fazer. As organizações com maior compromisso são coerentes entre o que manifestam através de palavras e as ações que executam. Na sociedade atual, as pessoas estão cada vez mais conscientes da importância da coerência organizacional. O terceiro aspeto a ter em conta é a escuta ativa dos colaboradores. Escutar é sinónimo de respeito pelo outro pelos seus contributos. A escuta ativa pode inovar, transformar, antecipar possíveis desvios, valorizar as virtudes da empresa e os próprios colaboradores. Ao escutar realmente, as pessoas sentem-se valorizadas, e isto aplica-se a qualquer colaborador, e não apenas para aqueles que ocupam posições de liderança. Em suma, um propósito comum, coerência e escuta ativa são as principais orientações para que os colaboradores se sintam identificados com a organização. Nestes casos, a comunicação interna funciona como um veículo de facilitação e viralização de comportamentos e condutas esperados.

P: Quais foram as mudanças mais significativas em termos de comunicação interna nos últimos anos?

R: As mudanças mais significativas na comunicação interna estão a ocorrer, simultaneamente, em três planos. Por um lado, temos a passagem da gestão de canais para uma gestão da cultura organizacional. Hoje ninguém argumenta sobre a importância da comunicação interna como produtora, reprodutora e transformadora das matrizes culturais da vida organizacional. Sob este critério passámos de uma visão totalmente instrumental da comunicação interna, a uma visão holística e cultural. Hoje falamos sobre conversas, em vez de comunicação ascendente e descendente, porque é no diálogo que aparece a cocriação e que se enriquecem as práticas organizacionais.

Num outro plano, está a mudança nos discursos e conteúdos da comunicação feita para os colaboradores. A hipermediatização, o transmedia, os padrões atuais de consumo simbólico fazem com que os antigos modelos pré-fabricados de comunicação institucional não resistam. Hoje a comunicação interna compete seriamente pela escassa atenção dos colaboradores, face aos milhares de estímulos externos de grande impacto e aos cenários de trabalho cada vez mais complexos e desafiantes. Nas redes sociais fala-se do reinado do conteúdo e, em comunicação interna sucede o mesmo. Estamos a assistir a uma era em que passamos da informação à motivação, persuasão e emotividade das mensagens.

Finalmente, o terceiro nível de transformação é determinado pela tecnologia. Nunca, na história, estivemos tão perto de todos os nossos colaboradores. Com as redes sociais internas (ESN), as intranets colaborativas, aplicações móveis, e milhares de sistemas que operam no mercado, a comunicação interna deu uma volta de 180 graus. Estamos a deixar a execução linear para entrar num modelo 360, com o potencial de colocar on-line qualquer colaborador, onde quer que esteja e qualquer que seja a sua posição na organização. Por outras palavras, temos pela frente uma oportunidade única para gerar conversas transversais que até há poucos anos atrás eram impensáveis

Claro, em muitos países, ainda falta muito vigor e vigência a estas tendências… mas o caminho já está marcado.

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