AB Estudio de Comunicación

Fundacom > AB Estudio de Comunicación

Conheça os novos recursos do comunicado de imprensa

28 Fevereiro 2020 |by Fundacom | Comentários fechados em Conheça os novos recursos do comunicado de imprensa | Conocimiento | ,

Muito se discutiu sobre a sobrevivência do comunicado de imprensa (press release), da forma como foi concebido, no contexto do novo ambiente digital e diante de novos formatos para divulgação de informações, especialmente quando o marketing de conteúdo invade e se faz presente desde a tela de um celular, até na de um shopping center.

A onipresença do conteúdo de marca, tentando se apoderar da atenção cada vez menor do consumidor, multiplica sua luta para aparecer no maior número de plataformas de comunicação. Enquanto isso, o tradicional comunicado de imprensa parece estar em perigo de extinção.

Mas o release não pode culpar somente as novas tecnologias por sua crise. Essa culpa é compartilhada também com aqueles comunicadores que não sabem ou não entenderam o que se pode esperar de um comunicado de imprensa e só se importam em distribuí-los, quase como autômatos.

Vamos começar pelo formato. “Na maioria das vezes, os comunicados de imprensa são escritos da maneira como um cliente escreveria uma notícia. Em geral, são bastante intrincados e projetados para agradar o cliente, ao invés de ajudar o jornalista a fazer as coisas com perfeição e rapidez. Então, acho que o formato do comunicado de imprensa está morto”, afirma Mike Butcher, editor do TechCrunch.

Por outro lado, um estudo apresentado no ano passado pela Cision revelou que 63% dos 355 entrevistados no mundo disseram preferir anúncios de notícias e press releases do que outras formas de conteúdo, “o que indica que a maioria dos repórteres querem continuar interagindo com os profissionais de Relações Públicas da mesma maneira que historicamente o fizeram”.

Além disso, 44% concordaram que confiam nos comunicados de imprensa mais do que em qualquer outro tipo de conteúdo relacionado à marca. Trinta por cento disseram o mesmo sobre os porta-vozes da empresa e 20% sobre sites. Apenas 3% disseram confiar mais em blogs e canais de mídia social. Por três anos consecutivos, os jornalistas se referiram ao comunicado de imprensa como sua fonte confiável de informações.

Os profissionais de relações públicas devem aproveitar uma oportunidade de conjuntura: os meios de comunicação estão fazendo cortes e buscando eficiência em suas operações. A ajuda externa de fontes confiáveis ​​é bastante conveniente para eles. Mas se o trabalho não for realizado de maneira profissional, eles não vão hesitar em deixar de lado os boletins de notícias cheios de jargão comercial.

O conteúdo dos comunicados deve ser orientado para o que os jornalistas procuram ou querem. Eles devem apresentar um conteúdo que explique claramente como algo funciona e porque é relevante para os jornalistas, devem ser bem apurados ​​e embasados, com dados e fontes sustentados por especialistas disponíveis para enriquecer as notas.

O aspecto gráfico é muito importante. Os releases, desde sempre, eram acompanhados de fotografias ou gráficos. Hoje, fotos e vídeos são mais importantes do que nunca e ainda devem ser distribuídos pontualmente. Os infográficos também provaram ser um elemento bem-vindo entre os jornalistas.

A condição atual do comunicado de imprensa nos obriga a dar muito mais atenção à estratégia de distribuição, tendo essa estratégia assumido uma posição tão importante quanto a do próprio conteúdo. Nesse sentido, a estratégia deve se concentrar em fornecer notícias e conteúdo relevante para os meios de comunicação e, em última instância, ao público.

Os comunicados de imprensa ainda são úteis, mas há cenários em que não são a melhor opção. Na pressa de disseminar informações ou para agradar o cliente ou o chefe, esquecemos que existem outras soluções mais adequadas para alcançar os objetivos de divulgação.

Mas, a última palavra é para ‘Tim D’, que fez o seguinte comentário na contracapa de Death of the Press: “O comunicado de imprensa e os meios para distribuí-los evoluíram. O comunicado de imprensa não está morto. Hoje, a distribuição requer tanta estratégia quanto a emissão”. No final, tudo se resume a vender uma ideia pessoalmente, de maneira oportuna, atrativa e inteligente.

KEEP READING

Reputação Corporativa, Carlos Bonilla

2 Fevereiro 2017 |by Fundacom | Comentários fechados em Reputação Corporativa, Carlos Bonilla | Actualidad, Actualidad CIBECOM, Noticias | ,

Um dos conceitos atualmente em voga em relações públicas é a reputação corporativa, que está ligada com o posicionamento da empresa em si perante seus interlocutores, além daquela que possuem os produtos que a mesma oferece ao mercado. Poderíamos considerar que existem três categorias de marcas. A de produto, a corporativa e a híbrida, que abarca às duas primeiras.

Como exemplo, podemos citar que Ariel é a marca de sabão em pó; assim como Procter & Gamble é a marca corporativa de quem a produz. O mesmo ocorre com Corona e a Cervejaria Modelo; com Aspirina e Bayer; ou com Quick e Nestlé.

As marcas híbridas são as que identificam tanto a empresa como seus produtos. Alguns exemplos são Colgate Palmolive, Ford, Apple e Coca-Cola, a marca mais reconhecida no mundo e uma das companhias mais admiradas do mundo.

Algumas empresas preferem reconstruir a reputação de suas marcas e da própria companhia de forma separada, sem associar ambas perante os consumidores. Procter & Gamble está posicionada no meio empresarial como uma empresa muito exitosa, mas é raro o consumidor de Tide, Crest ou Ariel consciente de que esses produtos são fabricados pela companhia. Não ocorre assim para o consumidor do creme dental Colgate ou do sabonete Palmolive, produtos que levam como nome o da própria empresa que os fabrica. Este tipo de empresa constrói sua reputação corporativa paralelamente aos seus produtos. Esta estratégia tem a vantagem da sinergia, quando se trata de uma marca exitosa, mas também do risco do fato que a sorte de ambos – produto e empresa – depende do posicionamento e aceitação do primeiro. No caso de o produto ter algum problema que ameaça sua reputação – como, por exemplo, uma adulteração, falta de distribuição, etc. – irremediavelmente arrastaria consigo a reputação da empresa.

As marcas se constroem a partir da eficiência com a que os produtos e serviços satisfazem as necessidades dos consumidores ou dos usuários dos mesmos. Um elemento fundamental é a comunicação. A publicidade torna possível que a marca seja conhecida no mercado, mas também contribui para lhe dar prestígio, posicionando-a como uma das marcas que são de conhecimento público.

Os dois elementos chave para o lançamento de um produto no mercado são a diferenciação e a relevância. O primeiro nos diz sobre aqueles atributos do produto ou os benefícios que este traz aos consumidores em comparação com seus competidores. O segundo refere-se à forma como o produto satisfaz às necessidades ou desejos do consumidor, ou muda seu estilo de vida.

Entretanto, existem outros dois elementos chave para diferenciar uma marca. Um deles é a familiaridade que os consumidores têm com a mesma e as experiências positivas com os produtos no dia a dia, além do simples conhecimento da existência da marca. O outro elemento é a estima. Esta deriva do nível de satisfação do usuário e de sua preferência da marca sobre outras existentes no mercado ou as que se incorporam ao mesmo. Isto é, a promessa comprida que gera confiança e lealdade no consumidor.

Mas, da mesma forma que o consumidor premia com sua lealdade à empresa na qual confia, castiga os produtos e as empresas que os fabricam quando estes não satisfazem suas expectativas, quando percebe que não cumprem com o prometido.

Da mesma forma, ocorre com a chamada reputação corporativa ou marca corporativa, quando a empresa não cumpre com as expectativas da comunidade da qual faz parte. Os diferentes interlocutores da empresa têm expectativas em relação à mesma. Estas são satisfeitas á medida em que a empresa tenha uma conduta social de acordo com as necessidades de seu entorno. Isso se cumpre de maneira eficiente com sua responsabilidade perante a sociedade, o que se interpreta agora como sendo um bom cidadão corporativo. Por exemplo, no Japão se mede o cumprimento da responsabilidade social de uma empresa por meio do número de empregos que cria. Nos Estados Unidos, pela forma como ela se expande e ganha mercado no mundo.

A reputação corporativa, sem dúvida uma vantagem competitiva para a empresa, se constrói a partir de uma conduta organizacional de acordo com as necessidades e expectativas dos interlocutores da mesma empresa e do eficiente manejo dos meios de comunicação, para garantir a correta percepção da empresa por parte de suas audiências. Dizem bem os que dizem que fazer relações públicas consiste em portar-se bem e que os demais saibam disso.


Carlos Bonilla

Licenciado em Jornalismo e Comunicação Coletiva pela UNAM e Mestre em Relações Públicas pelo CADEC. É sócio-fundador e atualmente ocupa o cargo de Vice-presidente Executivo no AB Estúdio de Comunicação, uma das 10 firmas de consultoria em Comunicação Estratégica e Relações Públicas mais importantes do México, e professor do Máster em Comunicação Digital do CADEC e da Universidade de Cantábria.

Atuou como Diretor da Escola de Comunicação e Relações Públicas da Universidade Latino-Americana. Durante 37 anos, foi catedrático na licenciatura e pós-graduação nas universidades Latino-Americana, Anáhuac, Pan-americana, do Nordeste e Autônoma de Celaya, assim como do ITESM e do CADEC, onde foi professor fundador e agraciado como Professor Emérito. É autor e coautor de livros sobre relações públicas. Integrante da Corrente Latino-Americana de Relações Públicas, deu diversas conferências sobre a especialidade em foros nacionais e internacionais. É membro do Conselho Assessor do MERCO México, o medidor de reputação corporativa mais importante da Europa.

Foi eleito “O profissional de Relações Públicas do ano 2013”, reconhecimento dado pela Associação Mexicana de Profissionais de Relações Públicas (PRO-RP).

KEEP READING