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Negocios y solidaridad en tiempos de pandemia

31 Julho 2020 |by Fundacom | Comentários fechados em Negocios y solidaridad en tiempos de pandemia | Conocimiento | , ,

Durante algunos años, las empresas han sido invitadas a repensar su razón de existir en el mundo. Si en el pasado, la presión por los resultados de los accionistas era una fuente importante de preocupación, hoy en día la relación de la marca con el mundo, las personas y el futuro también está en la lista.

Muchas corporaciones ya han asimilado este movimiento y, por esto, se han vuelto más atractivas para los inversores, especialmente porque dirigen esfuerzos en las áreas de Medio Ambiente, Gobernanza y Responsabilidad Social o ESG (Medio Ambiente, Sociedad y Gobernanza), un término que ha ido ganando más espacio en las reglas comerciales contemporáneas.

Esta evolución corporativa comenzó hace décadas, sin embargo, se estaba moviendo a un ritmo más lento y sin foco antes de este fatídico año de 2020, cuando la pandemia de Covid-19 alentó a miles de empresas a poner en práctica o reforzar iniciativas de Responsabilidad Social. Aunque para muchos la práctica se limitó a acciones específicas, lo más interesante de este movimiento es observar el desempeño de las grandes corporaciones que ya tenían ESG en su cultura y su capacidad para reaccionar ante el escenario de crisis. Prueba de que el negocio y la sostenibilidad van de la mano.

El número 78 de la revista Forbes, publicado en junio, presenta como una historia de portada la lista de las 100 compañías donantes más grandes durante la pandemia, dando un importante protagonismo a las compañías “solidarias” en una publicación autodenominada como la más importante del mundo para los negocios y la economía. Otra señal de nuestros tiempos.

Del 31 de marzo al 14 de julio, se donaron casi seis mil millones de reales. Las compañías financieras encabezan la lista de donantes, con 1.800 millones. Los siguientes son la industria de alimentos y bebidas y la industria minera. Los datos provienen del Monitor de Donaciones Covid-19, una iniciativa de la Asociación Brasileña de Recaudadores de Fondos.

El sector de los actores y los números impresionan. Indican el movimiento de las organizaciones para promover realmente los cambios a través de actos de “solidaridad”, que ayudarán a las instituciones beneficiadas y a las personas, así como a sus propias empresas, en escenarios de mediano y largo plazo. Ellos lo saben bien.

Estas son iniciativas recomendables y necesarias para el momento que estamos viviendo También carecen de un nuevo significado cuando pensamos en el mundo pospandémico, cuando podremos percibir con mayor claridad la legitimidad de las acciones de solidaridad.

Solo hay dos caminos posibles para estas organizaciones. El primero, el del olvido, muy probablemente para aquellas que vieron la crisis como una oportunidad de marketing para “vender pañuelos para limpiar las lágrimas” de una sociedad que necesitaba alternativas para superar el momento.

El segundo, más coherente y con resultados a largo plazo, para empresas que tienen la sostenibilidad como estrategia en la planificación de actividades y en las relaciones con toda la cadena de valor. Aquellos, aparentemente, más decididos a evitar las lágrimas antes de vender los pañuelos. Incluso porque es de esta estrategia que vendrá su supervivencia.

La solidaridad se puede definir como el apoyo para satisfacer las necesidades materiales o emocionales de alguien. Es natural que en una pandemia, las personas sean más sensibles y propensas a ellas, ya que es parte del instinto de la vida humana. Para las organizaciones, no es diferente, y la razón para ser solidarios también implica estar vivo y en el juego, en crisis y especialmente fuera de ella.

Las causas sociales deben ser parte de la estrategia, así como la gobernanza y la estrategia medioambiental. Determinar estos indicadores y actuar para hacerlos realidad, especialmente en situaciones normales, es esencial para tener bases sólidas, reaccionar o incluso seguir existiendo en un planeta y en una sociedad saturada con el modelo donde las ganancias son mayores solo para una parte.

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Escalando o Futuro: Jovens funcionários do McDonald’s e universitários de SP e RJ são premiados

16 Dezembro 2019 |by Fundacom | Comentários fechados em Escalando o Futuro: Jovens funcionários do McDonald’s e universitários de SP e RJ são premiados | Actualidad | , ,

Chegou o fim da jornada. No último sábado (19), na sede da Aberje, em São Paulo, aconteceu a apresentação dos vinte jovens finalistas do Escalando o Futuro. Após a apresentação, a banca julgadora premiou quatro projetos que se destacaram, foram eles: Déborah Ferreira, 23 anos, aluna da Universidade Federal Fluminense (UFF), com o projeto “McNews: Fome de Notícia”; João Pedro Aguiar, 19 anos, aluno de publicidade da Universidade de São Paulo (USP), com o projeto “Trilogia de ficção McHistórias”; Leonardo Adelino, 26 anos, funcionário do McDonald’s em Botucatu, com o projeto “Meu ‘pra sempre’ primeiro emprego”; e Vinicius da Silva, 22 anos, funcionário do McDonald’s no Rio de Janeiro, com o projeto “Das ondas do rádio à podosfera”. Cada vencedor recebeu cinco mil reais de premiação.

Participaram da banca Ligia Sato, Gerente de Relações Institucionais e Sustentabilidade da LATAM Airlines Brasil; Mariana Augusto dos Santos, Gerente de Comunicação Corporativa da Arcos Dorados Brasil – McDonald’s; Fernando Palacios, Especialista em Storytelling; e Hamilton dos Santos, Diretor Geral da Aberje.

O Escalando o Futuro é uma iniciativa da Aberje com patrocínio do McDonald’s, que tem como objetivo encontrar talentos da comunicação e bons contadores de história. Ariane, Dryelle, Neto, Luan, Glauber, Maria Clara, Marianne, Marcelle, Julia Reimberg, Julia Heloisa, João, Gabrielle, Luísa, Catarina, Deborah, Vinicius, Beatriz, Gianlucca, Leonardo e Raphael foram os 20 jovens selecionados que desenvolveram seus projetos criativos, após passarem por uma imersão de treinamento, com os mentores JP Cuenca, sobre escrita criativa; Andre Pill, em audiovisual; Marc Tawil, apresentação de projeto; Edward Pimenta, produção de conteúdo; Larissa Câmara, roteiro; e Fernando Palacios, storytelling. Foi uma semana inteira de conteúdo na Universidade do Hamburguer, em Barueri, no início de setembro. Agora, além da premiação em dinheiro, existe a possibilidade dos vencedores terem seus projetos produzidos e lançados no mercado.

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Aberje em parceria com a Abag lançam Lab de Comunicação para o Agronegócio

14 Outubro 2019 |by Fundacom | Comentários fechados em Aberje em parceria com a Abag lançam Lab de Comunicação para o Agronegócio | Actualidad | , , ,

O lançamento do Lab de Comunicação para o Agronegócio Aberje/Abag, patrocinado pela Bayer, realizado no último dia 2/9, em São Paulo,  teve auditório lotada e foi à primeira iniciativa de debater temas em torno da comunicação no setor e estimular a troca de experiências.

Hamilton dos Santos (Diretor Geral da Aberje) fez a abertura de lançamento do Lab de Comunicação para o Agronegócio  e ressaltou importância de discutir esse tema para o setor.  Adiantou também, que entre 2019 e 2020 serão discutidos pelo Lab 12 temas para melhorar a reputação do agronegócio brasileiro por meio da comunicação como: estratégia, verdade, conteúdo clareza, diplomacia, colaboração, diversidade, comunidade, governo, informação, segurança, memória.

Na sequência Paulo Nassar (presidente da Aberje e professor titular da ECA/USP), fez uma apresentação sobre “memória” um dos temas que será discutido no futuramente pelo Lab e ressaltou: “A memória histórica diz muito sobre a empresa, o passado é o ponto de partida para ações futuras”.

Foi apresentada também, a pesquisa inédita A Comunicação do Agronegócio no Brasil, que mapeou a estrutura de comunicação das principais empresas do setor no país e servirá de base para as ações da Aberje e certamente, também, será uma ferramenta para nortear aqueles que pretender entender e melhorar a comunicação nesse setor.

O evento dividido em duas mesas redondas, a primeira com a participação de Marcello Brito (Presidente do Conselho Diretor da ABAG – Associação Brasileira do Agronegócio), Deputado Alceu Moreira (Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária), Deputado Zé Silva (Presidente da Frente Parlamentar de Assistência Técnica e Extensão Rural), e com mediação de Nicholas Vital (Head de Conteúdo da Aberje e Curador do Lab de Agronegócio)  discutindo o tema: agronegócio,  comunicação, poder e sociedade.

O tema da segunda mesa abordou comunicação, imprensa e agronegócio e contou com as participações de  Paulo Pereira (Diretor de Comunicação Corporativa da Bayer),  Leandro Narloch (Colunista da revista Crusoé), Juliana Lopes (Diretora de Sustentabilidade, Comunicação e Compliance da Amaggi) e Gislaine Balbinot (Gerente de comunicação da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) como mediadora.

Em ambas as mesas debatedoras o enfoque foi o uso da comunicação de forma eficaz e seus desafios para desmistificar o agronegócio e sua visão destorcida perante o público dos grandes centros urbanos e consequentemente, melhorar a sua imagem e reputação.

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Os cinco pontos de atenção em compliance para 2019

26 Fevereiro 2019 |by Fundacom | Comentários fechados em Os cinco pontos de atenção em compliance para 2019 | Conocimiento | ,

Passadas as eleições, podemos acompanhar pelos noticiários que as ações das autoridades contra a corrupção e crimes financeiros permanecem, assim como se fortalecem as ações a favor do respeito à diversidade e nas relações pessoais no ambiente de trabalho. Ganha cada vez mais relevância a temática segurança de informações e privacidade de dados.

Neste sentido, Jefferson Kiyohara, líder da prática de riscos & compliance da consultoria Protiviti, lista os cinco principais pontos de atenção em compliance para as empresas no próximo ano. A lista contém temas macros, que vão impactar os programas de compliance nas organizações em 2019. O risco de reputação se faz presente, e por isto a importância do tema ter a devida atenção pelos executivos e líderes responsáveis por Programas de Compliance, de modo que as ações de prevenção e mitigação sejam tomadas.

 

  1. Segurança de informações e privacidade de dados

O mundo virtual faz parte do mundo real. Dados se tornaram um ativo valioso, sendo base de muito modelos de negócios. A diferença é que o valor da informação se tornou maior com a lei 13.709/18, conhecida como Lei Geral de Proteção de Dados. Ela traz regras de consentimento, obrigações na proteção de dados, diretrizes para segurança de informação e reporte de incidentes, sanções que as organizações podem sofrer na ordem de 2% do faturamento até o limite de 50 milhões de reais, entre outros.

Neste contexto, é fundamental que os executivos das organizações busquem ações de conscientização sobre a nova lei e patrocinem o diagnóstico sobre qual será o impacto nos negócios. Posteriormente, é fundamental promover as melhorias necessárias, pois a lei passará a vigorar em fevereiro de 2020, o que na prática coloca 2019 como o ano para a adoção das novas práticas. E é essencial prever os recursos e orçamento para que isto aconteça, uma vez que dados pessoais é algo presente em todas as organizações.

  1. Ampliação do universo de riscos de compliance

O combate à corrupção continua, bem como a promoção da cultura ética e o combate ao assédio. Vimos movimentos importantes de pactos setoriais anticorrupção se consolidando em 2018, e outros devem tomar forma em 2019. E tal movimento deve ser incentivado e ampliado. Mas não há como restringir a atuação dos Programas de Compliance a apenas estes temas. O universo de riscos de compliance abrangido pelo Programa deve ser ampliado. Além do tema segurança de informações e privacidade de dados, questões como prevenção à lavagem de dinheiro, práticas concorrenciais, e outros devem entrar no radar, inclusive como resultado do mapeamento de riscos de compliance realizado.

Contudo, vale lembrar que pesquisas recentes mostram que mais da metade das empresas nunca realizaram um mapeamento de riscos de compliance. Neste caso, este primeiro e importante passo deve ser realizado.

  1. Promoção de ações de respeito à diversidade e de combate ao assédio

É muito importante a parceria das áreas de RH e Compliance das organizações para promover um ambiente de trabalho saudável e respeitoso. Uma recente pesquisa da ICTS Outsourcing mostra um aumento das denúncias de assédio moral nos últimos anos, que pode ser explicado pela maior conscientização dos colaboradores, empoderamento dos mesmos, regras claras providas pelas empresas através do código de ética e a adoção de ferramentas como o canal de denúncias.

Identificar e tratar estes casos, permite que uma empresa obtenha economia mensurável ao evitar a judicialização, numa média de quase 21 mil reais por processo, de acordo com esta mesma pesquisa.

Para isto, não basta realizar ações pontuais de comunicação, ou treinamentos que sejam vistos como obrigação pelos colaboradores. As ações devem ser efetivas e recorrentes. Um bom diagnóstico pode ser obtido através do processo de auditoria de cultura de compliance, prática ainda pouco adotada pelas empresas no Brasil.

E é preciso ir além da questão de prevenção ao assédio. Pesquisa da McKinsey and Co publicada no início de 2018, mostra a correlação entre diversidade e resultados. Sem a promoção de respeito e empatia no ambiente de trabalho, não será possível promover a diversidade, tampouco otimizar os resultados esperados. Num mercado competitivo, as organizações não podem se dar ao luxo de perder talentos, nem de desperdiçar recursos.

  1. Ampliação do uso de tecnologias

A adoção de soluções tecnológicas como aliadas dos Programas de Compliance continua. Os treinamentos e-learning e o uso de analytics nas auditorias são uma realidade, e devem continuar sua evolução de aplicação no próximo ano.

É visível os diversos e distintos níveis de maturidade existentes no quesito tecnologia nos Programas de Compliance das empresas que atuam no Brasil. O uso de algorítimos e soluções automatizadas nos controles internos é uma prática em evolução, e o RPA (robotic process automation) é ainda pouco disseminado, mas deve iniciar um movimento de adoção pelo Compliance a partir de 2019. A aposta na inteligência artificial continua, em especial no suporte às dúvidas sobre a aplicação de regras e na identificação de fraudes em potencial.

  1. Amadurecimento dos Programas de Compliance

Muitas das iniciativas iniciadas em 2013 e 2014 estão se consolidando, e se refletem em Programas que atingiram a maturidade em termos de existência dos elementos e de ter algum histórico em 2017 e 2018. Como consequência, a busca por ações de reconhecimento público cresceu em 2018, movimento que tende a continuar em 2019. São exemplos de reconhecimento a iniciativa Empresa Pró-Ética e a certificação ISO 37.001, de sistema de gestão antissuborno.

Contudo, vale destacar que por outro lado, 1 em cada 4,3 empresas ainda possuem baixo nível de maturidade. Parte das empresas deste grupo devem iniciar as ações em 2019, seguindo o movimento do mercado.

Veja mais no blog da LEC.

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Aberje participa da Conferência Anual da Arthur W. Page Society

22 Outubro 2018 |by Fundacom | Comentários fechados em Aberje participa da Conferência Anual da Arthur W. Page Society | Actualidad | ,

A Conferência Anual da Arthur W. Page Society, maior associação de comunicação corporativa dos Estados Unidos, ocorreu entre os dias 23 e 25 de setembro, em Washington D.C. O evento teve a presença de Paulo Nassar, diretor-presidente da Aberje, e Hamilton dos Santos, diretor-geral da Aberje, representando a associação. O tema escolhido para a 36ª edição da conferência “Propósito, política e ativismo: o papel da organização em questões sociais” reflete a pressão que as empresas vêm sofrendo para se posicionarem socialmente frente aos mais variados assuntos.

O painel “Se, Quando e Como se posicionar” deu início à programação da conferência e abordou o desafio de lidar com questões políticas e sociais sem causar maiores problemas para a própria empresa. Camille Hymes, CCO da Starbucks, Linda Rutherford, CCO da Southwest Airlines, e Gemma Allman, CCO da ExxonMobil, falaram sobre quando e como as empresas devem se posicionar em relação a temas como mudança climática, controle de armas, imigração, entre outros, e citaram algumas das ações realizadas em suas respectivas empresas.

No segundo dia, Carlos Brito, CEO da AB InBev, foi o destaque do evento. O brasileiro, que é um dos CEOs mais admirados do mundo, foi entrevistado por William Lewis, da DowJones and Co, e falou sobre a jornada da empresa na busca por propósito e as razões pelas quais foram definidas metas tão altas em sustentabilidade. Brito disse que o “negócio da InBev é a sustentabilidade simplesmente porque sem água não tem cerveja”, e, defendeu ainda que não é possível para uma empresa atingir o sucesso se ela negligenciar a Comunicação visto que ela é a base da reputação corporativa.

O último dia de conferência contou com a participação de Ellen Kullman, membro do conselho da Goldman Sachs, da United Technologies, da Amgen e da Dell, falando sobre o baixo número de mulheres em cargos de liderança. O público presente também teve a oportunidade de participar de um painel que abordou a crescente tendência de investidores que exigem ações de responsabilidade socioambiental e governança corporativa nas empresas que investem.

A Conferência Anual da Arthur W. Page Society reuniu mais de 300 participantes e 50 líderes executivos de empresas globais e keynotes internacionais como palestrantes.

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Aberje adere ao Pacto Global da ONU

20 Junho 2018 |by Fundacom | Comentários fechados em Aberje adere ao Pacto Global da ONU | Actualidad |

A iniciativa de cidadania corporativa reúne mais de 13 mil signatários em todo o mundo e cerca de 750 no Brasil. Aberje deve atuar ativamente na Comissão de Engajamento e Comunicação

São Paulo, maio de 2018 – A Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) é a mais nova signatária do Pacto Global, iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) que busca mobilizar a comunidade empresarial internacional para a adoção, em suas práticas de negócios, de valores fundamentais e internacionalmente aceitos nas áreas de direitos humanos, relações de trabalho, meio ambiente e combate à corrupção, refletidos em 10 princípios. Mais do que a adesão, a Aberje participará ativamente do programa, assumindo a secretaria executiva da Comissão de Engajamento e Comunicação (CEC), um grupo de trabalho que discute as estratégias de comunicação que irá intensificar o engajamento das empresas com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

De acordo com a ONU, esses objetivos oferecem uma estratégia de crescimento e desenvolvimento para empresas e para a economia mundial que podem gerar até 12 trilhões de dólares em oportunidades de mercado e 380 milhões novos postos de trabalho em todo o mundo.

“A parceria do Pacto Global da ONU com a Aberje traz uma força ainda maior à nossa Comissão de Engajamento e Comunicação. Empresas e organizações integrantes poderão contar com o olhar de uma instituição que há 50 anos vem promovendo a comunicação corporativa como área estratégica do negócio. E em se tratando dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, há infinitas possibilidades de uma interface maior entre comunicação e sustentabilidade”, afirma Carlo Pereira, Secretario Executivo do Pacto no Brasil.

O Pacto Global visa hoje, principalmente, engajar o setor privado para o cumprimento da Agenda 2030, que tem como base 17 ODS e 169 metas a serem alcançadas. A iniciativa no Brasil quer difundir essas ideias por meio da articulação de políticas públicas, produção de conteúdos relacionados ao tema, além da realização de fóruns, workshops e eventos em todo o país. A Aberje, com sua rede composta por mais de 30 mil pessoas, entre associados, parceiros e profissionais cadastrados, com 50 anos de existência, deve contribuir significativamente para o sucesso da empreitada.

“Não há dúvida de que essa agenda global é a única maneira de sustentar o nosso desenvolvimento, e a comunicação, dentro desse contexto, tem um papel importantíssimo, tanto para a promoção dos objetivos quanto para a sobrevivência dos negócios”, afirma Hamilton dos Santos, diretor geral da Aberje, destacando que alguns dos temas dos ODS são tratados pela Aberje no âmbito da comunicação empresarial há pelo menos 20 anos. “Unir forças com o Pacto Global e promover essa agenda é uma grande satisfação para nós”, continua o executivo. Natalia Tamura, consultora em comunicação e sustentabilidade, será a representante da Aberje no Pacto Global.

“Assumir a secretaria executiva de comunicação da Comissão de Engajamento de Comunicação, como Aberje, é um grande privilégio, afinal, falamos de duas grandes forças em diálogo: as discussões na seara da comunicação e os desafios contemporâneos relacionadas à sustentabilidade e valor compartilhado. Temos muito a aprender juntos e muita educação a ser alavancada nessas duas frentes. Que a cada ano consigamos avançar mais em sensibilidade e ação”, conclui Natalia Tamura.

Onde estão as oportunidades?

De acordo com a ONU, o Pacto Global pode contribuir para o crescimento da economia e a geração de empregos:

Report

Fonte: BETTER BUSINESS, BETTER WORLD. The report of the Business & Sustainable Development Commission, 2017.

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Paulo Nassar, diretor-presidente da Aberje e professor da ECA-USP

20 Junho 2018 |by Fundacom | Comentários fechados em Paulo Nassar, diretor-presidente da Aberje e professor da ECA-USP | Entrevistas | , ,

Qual é o papel do conselho de administração diante do que o senhor denomina de intangível?

É importante que o conselho mantenha sua competência tradicional, baseada na experiência e na sabedoria de seus membros. Sem abrir mão dessas qualidades, o conselho deve também ampliar o seu olhar para o que chamo de intangível: questões sociais e culturais. Conselhos tradicionais, voltados para aspectos técnicos, resistem à ideia ainda que estejamos erodidos pelos acontecimentos. Vamos pegar o tema compliance e corrupção. Nos últimos cinco anos, grandes organizações que atuam no Brasil, com faturamento na ordem de bilhões e que empregam milhares de pessoas, tiveram suas marcas destruídas por uma atitude comportamental dentro das relações público-privadas. No ambiente internacional, também tivemos perdas bilionárias por questões comportamentais da alta direção. São exemplos que mostram que esse olhar abrangente no que tange a cultura organizacional, das práticas comportamentais, é necessário.

O que é preciso mudar para que os conselhos se adaptem ao atual cenário social?

O conselho é um espaço singular, quase mítico. A percepção social é de que é formado por pessoas de grande sabedoria. O mais importante nesse ambiente, associado a um elevado padrão de qualificação, é a mudança de postura. É preciso perceber que empresa e sociedade fazem parte do mesmo território; e que as organizações precisam estar alinhadas às expectativas sociais. Essa transformação é fundamental. Não se espera que as empresas atuem somente no âmbito dos bens e serviços, mas que transcendam para uma nova dimensão social.

O que muda na formação e nas competências dos conselheiros? Estamos indo para uma visão aristotélica dos conselhos. Aristóteles diz que a política organiza a polis. Metaforicamente, a empresa é a polis, onde teremos conselheiros e alta direção determinando as políticas a serem desenvolvidas. Dentro dessa visão política contemporânea, incorporando os intangíveis, o conselho não pode ser apenas técnico. O conselho é um órgão político – no sentido mais nobre da palavra – e por isso não pode ser protocolar. Se uma organização fica restrita a processos ela se torna analfabeta em termos comunicacionais e relacionais. Estamos em um momento de transição: de um conselho ainda fechado, mas que está se abrindo por conta do tsunami social que bate à porta. A abertura é uma questão de sobrevivência. Não dá para separar o corpo e alma, tangível e intangível. É um pacote só.

O que pode acontecer com as companhias que ficarem fechadas em seus próprios negócios e não se adaptarem a essas novas demandas sociais?

O futuro delas é de destruição de marcas e de valor, tanto econômico quanto social. Hoje, o papel das empresas não se restringe a apenas desenhar uma ação industrial e comercial.

Fonte: http://emkt.ibgc.org.br/emkt/tracer/?1,4843830,dd1cb109,7c80

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Paulo Nassar para o JOTA: “O lobby precisa superar a sua má narrativa”

25 Abril 2018 |by Fundacom | Comentários fechados em Paulo Nassar para o JOTA: “O lobby precisa superar a sua má narrativa” | Conocimiento | ,

Em entrevista para Guilherme Pimenta (portal JOTA), publicada na última quinta-feira (22), Paulo Nassar, diretor-presidente da Aberje e professor titular da USP, afirmou que o lobby só vai superar sua má narrativa no Brasil com “ética e transparência”. Ele comenta sobre o PL 1.202/07, que visa regulamentar a atividade de lobby no país.

JOTA: É importante regulamentar o lobby no Brasil?

Paulo Nassar: A regulamentação do lobby no Brasil está contextualizada dentro de uma questão maior: a necessidade de mudança do paradigma em que se dão, historicamente, as relações público-privadas em nosso país. Um tipo de relacionamento de conluio em que o perfil dos participantes, as conversas, as agendas, os objetivos, as trocas, os ambientes, dentre outros aspectos, estão sendo postos em xeque principalmente pelo Poder Judiciário.

Assim qualquer projeto de regulamentação do lobby tem que estar alinhado a um outro paradigma em que os relacionamentos entre a sociedade e aqueles que fazem as leis e a gestão pública sejam balizados pela competência, pela legalidade e abençoados por uma legitimidade de grande abrangência social. Se não respeitar esse novo contexto, o projeto se transforma em mais um factoide, produtor de mais um cartório, apenas mais um protocolo de relacionamento, sem potência transformadora. O projeto corre o risco de se transformar em uma fábrica de carteirinhas que dão acesso a um clube old-style.

Veja a entrevista na íntegra no site do JOTA.

Fuente: Abeje

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Tendências e pesquisas em Relações Públicas apontadas em Conferência Internacional

25 Abril 2018 |by Fundacom | Comentários fechados em Tendências e pesquisas em Relações Públicas apontadas em Conferência Internacional | Actualidad | ,

Confira o que foi discutido na 21ª International Public Relations Research Conference (IPRRC) no início de Março, em Orlando

A 21ª International Public Relations Research Conference (IPRRC) ocorreu em Orlando entre os dias 8 e 10 de março de 2018, reunindo profissionais e pesquisadores de Relações Públicas de diversos países. Além dos anfitriões norte-americanos, estavam presentes pesquisadores da Indonésia, Coreia do Sul, Alemanha, China, Canadá, Índia, Argentina, Chile, Japão, México e Brasil, este último, representado pela gerente de Programas Educacionais da Aberje, Emiliana Pomarico Ribeiro, que também é mestre e doutoranda na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP).

A Aberje é uma das patrocinadoras do IPRRC e entrega em cada edição da conferência o International Aberje Award, prêmio que reconhece estudos acadêmicos de Comunicação em Organizações centrados na América do Sul.

Em três dias de conferência, 90 estudos foram apresentados e discutidos entre os profissionais, revelando tendências em Relações Públicas pelo mundo, a partir de variadas perspectivas – teórica, experimental, estudo de caso, projeção e observação participante.

Veja alguns insights sobre os principais temas que envolvem a área:

NOVOS DESAFIOS NA ÁREA DE RELAÇÕES PÚBLICAS

O século XXI, marcado por velocidade, efemeridade e mudanças, exige adaptações constantes perante as novas tecnologias, o digital, as redes sociais, a compressão tempo/espaço e os excessos de informações.

Neste novo contexto, não há mais a lógica do longo-prazo, e, por isso, os profissionais sentem-se pressionados – por si mesmos – a produzir resultados positivos a todo o momento, em diversos projetos simultâneos, buscando alto desempenho. Muitas vezes, o preço pago pelo achatamento do tempo é o enfraquecimento de laços sociais, das afetividades, do amadurecimento pessoal e da alteridade, causando a corrosão das lealdades e dos compromissos mútuos.

O resultado disso é visível na epidemia das “doenças da modernidade”, como depressão, ansiedade e estresse. Um estudo apontou que 30,7% dos profissionais de Relações Públicas declararam que quase nunca conseguem completar a sua carga de trabalho. Já 71,4% dos profissionais responderam que pelo menos um colega discute seus problemas de estresse com eles. As principais causas do estresse diagnosticadas foram: pressão por resultados/tempo insuficiente, condições de trabalho e a situação financeira.

Porém, o estresse, a pressão por resultados e o déficit de atenção pelo excesso de informação não são questões apenas dos profissionais de Relações Públicas, mas também de todos os públicos para os quais estes profissionais criam comunicações. As grandes questões da conferência, portanto, giraram em torno sobre quais práticas comunicacionais precisam ser desenvolvidas e adaptadas a esse novo contexto e aos indivíduos que nele vivem, bem como as habilidades necessárias para ser um bom gestor de RP.

PERFIL: HABILIDADES DO GESTOR DE RELAÇÕES PÚBLICAS

De uma maneira geral, vários estudos trouxeram a discussão sobre o perfil do profissional de RP no contexto dos novos tempos, como:

Conseguir estabelecer uma comunicação dialógica: Os meios digitais disponíveis hoje facilitam muito a comunicação dialógica, desde que utilizados de maneira estratégica. Por outro lado, o face a face ainda é o mais valorizado nas relações interpessoais. “O diálogo valoriza a interação interpessoal e coloca ênfase no sentido do entendimento, da compreensão, da co-criação da realidade e nas interações simpáticas”.

Mais que dialogar, ouvir ativamente é a chave para a liderança em RP: Ouvir a equipe, os parceiros, os clientes e os públicos de relacionamento. Em relação à equipe, estudos trouxeram a reflexão de que “você pode saber se alguém é um bom líder observando sua reação quando alguém diz ‘não’. O líder precisa estar disposto para ouvir esse raciocínio, mesmo se não concordar com ele”. Também precisa estar com ouvidos abertos a novas ideias e a diferentes opiniões; entender os sentimentos de sua equipe para enxergar o potencial existente em cada um, estimulando-os intelectualmente e respeitando-os. Em relação aos públicos de interesse da organização, pesquisas sobre escuta estratégica demonstraram que, quando a real escuta ocorre, ela traz resultados positivos aos negócios, uma vez que:

  1. facilita o entendimento das necessidades para o processo de planejamento estratégico;
  2. promove a comunicação respeitosa e diversificada;
  3. promove mais confiança entre a organização e os públicos ou entre a agência e o cliente, pois ambos passam a ser vistos como parceiros na consecução de objetivos compartilhados.

Ter a compreensão e a boa articulação sobre conceitos difíceis: Para que a escuta e o diálogo sejam eficientes, o gestor de RP precisa saber comunicar com clareza os valores e ideias. Além disso, deve ter envolvimento intelectual com questões externas e saber lidar com complexidades morais. Precisa ser inovador e dinâmico, realizando constantes mensurações e avaliações sobre as ações. Além disso, é relevante que tenha visões mais amplas e interdependentes da estratégia de RP e da organização, criando valor compartilhado com seus públicos de interesse, para configurar expectativas e um modelo de consistente aplicação, sobretudo lidando com os paradoxos e as prioridades conflitantes do dia a dia.

Dar apoio e reconhecimento: Estudos demonstraram que este é um dos aspectos mais importantes quando se trata sobre as características essenciais de um líder em comunicação. Respeitar, gerar conexão entre os integrantes da equipe, reconhecer e apreciar a diversidade (de vozes, de opiniões, de crenças, de habilidades), ter uma comunicação efetiva sobre os valores pessoais.

Veja abaixo as habilidades mais relevantes para o líder de RP, em cada um dos países estudados:

  • EUA – ter integridade (64,9%), ter cuidado pelas pessoas (55,5%), prestar contas (48,7%), ter senso de propósito (43,2%) e ser confiável (41,1%).
  • Alemanha – ser confiável (62,7%), prestar contas (56,4%), ter determinação (50,8%), cuidar das pessoas (47,1%), ter perspectiva de longo prazo (42,4%).
  • China – prestar contas (81,5%), ser confiável (60,8%), ter integridade (56,6%), ter perspectiva de longo prazo (40,6%) e ter autenticidade (35,2%).

TENDÊNCIAS E NOVAS PRÁTICAS DE RELAÇÕES PÚBLICAS

A comunicação dialógica por meios digitais: Para que a comunicação dialógica de fato ocorra, criando relações duradouras e mutuamente benéficas com as partes interessadas, estudos trouxeram cinco princípios fundamentais para o diálogo nas mídias digitais:

  1. crie um ciclo dialógico interativo para solicitar feedback e responder perguntas;
  2. forneça informações úteis e relevantes para gerar comentários e iniciar conversas;
  3. gere visitas de retorno, fornecendo um espaço atraente e dinâmico para dialogar;
  4. mantenha os visitantes frequentes, mencionando estes usuários para visualizarem outras informações transmitidas pela organização;
  5. projete uma interface intuitiva e de fácil acesso para que o diálogo flua bem.

A comunicação afetiva através do digital: Vários estudos trouxeram a importância de se trabalhar com recursos emocionais, que conquistam maior interatividade e contribuem para a comunicação dialógica nas mídias sociais. Eles revelaram que postagens com mais emoção podem gerar até 8% mais ações por parte dos públicos e 24% mais comentários. Por postagens com emoções, entende-se:

  1. Estratégia afetiva (por exemplo: uso de humor, criação de mensagens de entretenimento, personificação de uma figura ou organização, uso de storytelling);
  2. Estratégia interativa (fazer perguntas, concordar, fazer menções, mostrar suporte, responder individualmente);
  3. Estratégia de coesão (fazer saudações, usar vocativos e pronomes inclusivos).

A comunicação digital está transformando o modo como as Relações Públicas são praticadas: Através de 284 respostas de profissionais de Relações Públicas, uma pesquisa que analisa anualmente, desde os últimos 13 anos, o uso das mídias sociais, chegou à conclusão de que os RPs continuam a concordar fortemente (em uma tendência crescente a cada ano) que as mídias sociais e outras mídias digitais estão mudando o modo como as Relações Públicas são praticadas. Esse impacto continua a ser muito mais pronunciado para o público externo do que o interno. A quantidade de tempo que os profissionais de Relações Públicas estão gastando trabalhando com mídias sociais aumenta a cada ano. Em 2015, 29% dos entrevistados responderam que utilizam mais de um quarto do horário de trabalho com mídias sociais e digitais. Essa porcentagem aumentou para 38% em 2016, 40% em 2017 e chegou em 44% em 2018. Porém, em 2018, a pesquisa notou uma queda no uso do Facebook, Twitter, Linkedin e Youtube, mas um aumento relativo no uso do Instagram, apesar do Facebook ainda ser a rede social mais utilizada.

Destaque para o Instagram como nova mídia para a prática de RP: O Instagram vem crescendo desde o ano passado, sendo que os seus participantes com idade média de 32 anos (60% feminino e 77% formado na faculdade) ficam uma média de 3 horas por dia no aplicativo. A cada dois usuários, um segue pelo menos um perfil empresarial. A perspicácia empresarial do Instagram está em evolução, e um dos estudos apresentados testou um modelo de construção de relacionamento no Instagram guiado pela Teoria da Presença, com o padrão da voz humana conversacional. A voz humana é como um estilo atrativo e natural de comunicação organizacional entre a organização e os seus públicos. Ela deve permitir que os indivíduos sintam-se imersos no ambiente mediado, mas que seja um ambiente informal e agradável proporcionado pelas postagens constantemente presentes e humanizadas. Os coeficientes individuais mostraram que a utilização da voz humana conversacional para marcas teve efeitos positivos significativos na confiança, no compromisso, no controle de mutualidade e de satisfação. Além de alta interatividade e presença social (usuário sente-se mais perto da organização e com grande acessibilidade a ela). Há mais conexões e reações quando se realizam postagens envolventes, com imagens de pessoas, com legendas conversacionais, uso de emojis e com hashtags criativas #ficaadica.

Destaque também para o Twitter como mídia conversacional: Para entender melhor o modelo de voz humana, outro estudo testou as contas empresariais mais populares do Twitter (Bounty, Target, McDonald’sMx, Danone, Budweiser, Colgate, KnorrMexico and ATTMx). As palavras mais frequentes nas postagens e respostas (além de nomes de marcas, termos técnicos de Twitter e termos de tempo) foram: “like/likes”, “sorriso (emoji)”, “ajuda / útil / ajudado”, “obrigado”, “ajudar, assistência”, “serviço”, “amo / amando”, “detalhes / detalhamento”, “contatos / contatados” e “preocupações / preocupados”. Outro destaque da pesquisa foi a utilização de humor nas postagens. Além disso, ao reafirmar os benefícios de eventos, produtos ou serviços, as empresas primeiro reconheceram verdadeiramente os usuários e seus tweets, muitas vezes, publicando elogios pessoais ao chamar uma determinada pessoa ou situação. Ao usar tweets e respostas promovidas, as organizações usaram “nós”, “nossa equipe” ou até mesmo, “eu” com muitos emojis e palavras narrativas positivas e encorajadoras em primeira pessoa. Quando há críticas em relação à marca e não há uma resposta rápida por parte dela, o usuário sente-se rejeitado e as emoções negativas refletem em reações frustradas e postagens mais negativas. Por isso, é importante que sempre seja respondido qualquer elogio ou crítica em até pouco tempo, demonstrando atenção e cuidado.

A bolha do influenciador online está preparada para o colapso: Assim como no setor imobiliário e nas bolhas tecnológicas, o custo do engajamento do influenciador não parece corresponder ao seu valor subjacente. As grandes marcas estão começando a desviar seus orçamentos de influenciadores para táticas mais garantidas, como anúncios programáticos, pesquisas pagas e postagens pagas. O mercado está agora saturado de autointitulados influenciadores on-line, o que levou a pessoas de menor escala e de menor qualidade de seguidores a se disfarçarem de “micro influenciadores”. Enquanto algumas organizações exigem acesso a métricas, muitos destes influenciadores se recusam a ativar a análise comercial e até aumentam suas próprias postagens para torná-las mais envolventes. Portanto, cuidado na escolha de influenciadores para as comunicações de marca.

Fake News merecem plano de crise pelos RPs: Ultimamente, as organizações enfrentam a possibilidade de ameaça de falsas notícias surgidas no ambiente digital. Elas precisam lidar com o potencial dano de reputação a longo prazo causado por essas desinformações. A falsa notícia pode viralizar com a circulação da história nas redes, podendo gerar mais ameaças na mídia social, postagens que agridam a marca e pedidos de boicotes, por exemplo. É o chamado efeito de megafonia negativa, que causa má reputação e, portanto, queda financeira. Pesquisas com marcas que foram atingidas por notícias falsas tiveram suas vendas diminuídas entre 3.7% e 11% por semana. A possibilidade da marca ser atingida por uma notícia falsa é grande nos novos contextos e, por isso, essa questão precisa ser incluída nos planos de crises de uma marca. Estudos refletem sobre cinco estratégias de mensagens nestes casos: 1) Negação; 2) Evasão de responsabilidade; 3) Redução de ofensividade; 4) Ação corretiva e 5) Mortificação.

Os principais canais de comunicação interna utilizados nas empresas dos EUA: O face a face vem em primeiro lugar, seguido de intranet e e-mails. Reuniões e encontros informais entre a liderança e o empregado também são muito discutidos. Porém, os estudos apontam uma tendência crescente em usar as mídias sociais em comunicações internas, como Facebook, Twitter, Instagram, Linkedin ou ferramentas de mídias sociais especializadas como Yammer, Chatter, Slack, Facebook at Work, Social Chorus and Dynamic Signal. Isso demonstra que, por mais novos canais que surjam no contexto digital, o diálogo e a escuta por relacionamentos presenciais ainda são mais eficientes para o engajamento do público interno.

A importância da criação de significados para ter engajamento: Para se pensar em ações de RP para o público interno, essencialmente, é preciso fazer refletir, sentir, entender o diverso, respeitar – isso é a humanização, aquilo que só o ser humano pode fazer. Entregar a eles um propósito e um significado através de campanhas que precisam ser conceituadas e fundamentadas na confiança, na solidariedade, na liberdade e no humanismo, sem preconceitos, que tratem essas questões não de modo racional e protocolar (como em manuais de comportamento), mas sim, em uma dimensão mais simbólica e afetiva, valorizando as potencialidades e necessidades existentes em cada um. Estudos demonstraram que uma equipe ciente dos propósitos da organização – e engajada por eles – possuem altos níveis de satisfação com o trabalho e isso gera 342% de impacto financeiro positivo quando comparado a empresas que não possuem ações de engajamento para os empregados.

Ter e comunicar uma causa: Estudos demonstram que marcas bem-sucedidas possuem algo a mais que a representam. Elas ligam seu propósito às necessidades da sociedade, fazendo a diferença. Impulsionados por uma combinação de demanda dos seus consumidores, empregados, comunidade ao seu redor, eficiência de custos e princípios, estão institucionalizando seu compromisso com uma causa maior, que inclui sustentabilidade, responsabilidade social corporativa e iniciativas de valor compartilhado. Pesquisas apontam que as organizações líderes são aquelas com propósito e ponto de vista, que assumem uma posição significativa em questões sociais. Os sujeitos desse novo contexto estão mais conscientes sobre a sua própria atuação no mundo, sobre o seu poder em fazer a diferença e em cobrar das organizações a preservação do meio ambiente, a proteção da saúde, a qualidade de vida, a manifestação de posicionamentos; além de reagirem contra práticas inaceitáveis como corrupção, transações ilícitas, remunerações injustas e o desrespeito à diversidade. Por isso, são exigidos das organizações, para prosperar, diversidade de pensamento, profundidade de especialização, valorização íntima das partes interessadas – interna e externa a ela. Não apenas comunicar, mas ter de fato uma causa e lutar por ela.

Todos os papers e estudos do 21º IPRRC estarão em breve disponíveis nos anais do congresso no site da organização.

Fuente: Aberje

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Comunicação a serviço das empresas: o dilema da ética

13 Dezembro 2017 |by Fundacom | Comentários fechados em Comunicação a serviço das empresas: o dilema da ética | Conocimiento | ,

Desde o surgimento da comunicação corporativa, a discussão sobre a ética desse trabalho, ou a ausência dela, está presente. A percepção da reputação desse ramo de negócios pelas pessoas tem sido, por décadas, composto da ideia de que é algo desonesto, que prospera ajudando corporações a fazerem fortunas evitando verdades inconvenientes, inclusive porque na maioria das vezes está incluído o trabalho de lobby. Em outras palavras, uma parcela da população acredita que os profissionais de comunicação que atuam neste mercado são pessoas explicando para corporações o melhor jeito de mentir para o público, quando julgado vantajoso.

Embora eu tenha a certeza de que a grande maioria de vocês que estão lendo esse artigo não concordam com essa percepção (e eu também não), ela ainda é uma imagem perceptível, da qual a indústria da comunicação e do lobby sofre. Portanto, é uma percepção, uma imagem, que nós, como profissionais da área, precisamos nos preocupar. Quando falo em lobby, quero deixar claro que é o lobby feito de forma ética, agindo dentro da lei e sempre de modo transparente.

Em primeiro lugar: tem alguma verdade, mesmo pequena, nessa reputação? Bom, sejamos honestos – sim e não. Assim como em qualquer ramo de negócios, existem profissionais bons e íntegros e existem profissionais duvidosos e desonestos. Porém, falar que isso é um problema específico do lobby, é, ao meu ver, um erro. Lobby não é sinônimo de mentira, “jeitinho brasileiro” ou de enganar o público. Muito pelo contrário. Quando feito da maneira correta, o lobby, juntamente com a comunicação da empresa ou instituição, trata-se de gerenciar, selecionar e providenciar a informação correta para a pessoa certa. Trata-se de facilitar o fluxo de informação entre empresas, organizações e entidades, a mídia e o público. Não se trata de dificultar esse fluxo, contrário ao que muitos pensam (inclusive, alguns profissionais da área). E talvez seja aqui, nesse equívoco, que se encontra a raiz do problema. Pois, inegavelmente, de vez em quando, aparecem casos de empresas e organizações que agem de forma questionável e que depois usam o lobby e as relações públicas para abafar a situação, às vezes até com mentiras flagrantes. Mas isso, eu argumentaria, não é um problema desta área, mas de uma organização desonesta ou, pelo menos, um problema de indivíduos desonestos.

Agora, é aqui que nós, como profissionais da área, consultores e assessores, precisamos vestir a camisa de educadores. É fundamental que nós consideramos como um dos nossos papéis centrais educar e treinar representantes de empresas e organizações para não só lidar com a mídia, mas para também servi-la. Muitos líderes e porta-vozes de empresas enxergam a imprensa como uma espécie de inimigo e as assessorias de imprensa e seus lobistas como uma arma para detê-la. Claro, em alguns casos, isto pode ser uma verdade, mas na maioria dos casos não é. A imprensa deveria ser vista como um aliado, um canal de comunicação que possibilita uma conversa com consumidores, clientes e outros stakeholders, e onde você também consegue encontrar informações valiosas sobre os mesmos grupos.

Boas relações entre empresas e imprensa criam, na verdade, benefícios para os três atores envolvidos: empresas, imprensa e, principalmente, o público. As primeiras têm a oportunidade de transmitir suas mensagens, os veículos de imprensa recebem material valioso e o público recebe informações relevantes.

Em outras palavras – mais do que uma reflexão de uma indústria inescrupulosa, assessorias de imprensa, lobistas e relações-públicas desonestos são reflexos de organizações que representam. Comunicação, bem-feita da maneira correta, independente do assunto que está tratando, é facilitadora, mediadora. Sem uma área de comunicação estruturada com lobby, assessoria, relações públicas, a imprensa teria problemas para acessar informações sobre as instituições e, consequentemente, o público teria o mesmo problema. Cabe a nós, como profissionais, junto às empresas para qual trabalhamos, fazer da nossa indústria a mais correta, ética e próspera possível. Só assim mudamos a nossa imagem.

Fonte: Aberje

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